Fechar menu
Alagoas Informa
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    domingo, setembro 27
    Em alta
    • México x Colômbia: tudo sobre o amistoso internacional e as escalações para o duelo decisivo
    • Pesquisa Quaest aponta JHC com leve vantagem sobre Renan Filho em Alagoas
    • GP do Azerbaijão: 5 Lições Essenciais do Triunfo de Russell e o Drama da Alpine
    • Edital premia Pontos e Pontões de Cultura de Alagoas com R$ 1,4 milhão
    • Primeira capital de Alagoas: História e natureza unidas em Marechal Deodoro
    • PIB de Alagoas cresce 3,4% e é o 3º maior avanço no Nordeste
    • Jaraguá se transforma em palco vibrante da cultura popular no Festival Internacional de Maceió
    • Ciro e Elmano empatam tecnicamente no Ceará, aponta Datafolha
    Alagoas InformaAlagoas Informa
    • Home
    • Cultura
    • Economia
    • Em Alta
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Turismo
    Alagoas Informa
    Início»Cultura»A voz que o tempo não silenciou: A trajetória de Luana do Reggae
    Cultura

    A voz que o tempo não silenciou: A trajetória de Luana do Reggae

    17 de janeiro de 2026
    A voz que o tempo não silenciou: A trajetória de Luana do Reggae
    Compartilhar
    Facebook Twitter E-mail LinkedIn WhatsApp Copiar link

    Uma Jornada Musical Marcada pela Resiliência

    “Ainda te amo demais, mas não dá, não dá mais”. Esses versos da canção “Ainda te amo demais” ecoaram com força nas festas e ruas de Maceió no começo dos anos 2000. Naquele período, a cena musical alagoana fervilhava com novos talentos, dentre os quais se destacava a maceioense Luana Freire dos Santos, conhecida carinhosamente como Luana do Reggae.

    Nascida no bairro do Prado, Luana cresceu imersa em um ambiente musical. Enquanto o pai ambientava a casa com reggae, sua mãe trazia as canções de Roberta Miranda. Essa mistura de sonoridades fez com que a garota também se apaixonasse pelo forró do Mastruz com Leite, criando um universo musical rico e diversificado.

    No ano de 1998, após mudar-se para o Vergel do Lago, Luana deu seu primeiro passo significativo na carreira, ao gravar o compacto Melô de Luana 99. A recepção do público foi imediata, e rapidamente a canção começou a tocar nas discotecas da região. A divulgação inicial deu-se principalmente por meio do boca a boca, das rádios comunitárias e da venda informal de CDs, tudo isso ressoando ao ritmo do reggae—um gênero musical que, embora recente, nasceu da fusão de estilos jamaicanos como o ska e o rocksteady.

    Sem investimento ou apoio institucional, as músicas de Luana conquistaram seu público nas bases, especialmente nas comunidades periféricas. Essa identificação com suas letras românticas e diretas gerou uma popularidade sustentada. Apesar disso, a artista enfrentou críticas e tentativas de deslegitimação, especialmente em relação à sua voz fina e aguda, que era frequentemente alvo de comentários depreciativos. Contudo, a conexão com seus ouvintes superou essas adversidades, consagrando Luana como um dos nomes mais proeminentes da música alagoana no início dos anos 2000.

    O auge dessa trajetória ocorreu em abril de 2001, quando lançou o CD Luana e Banda. Em uma noite memorável, a artista apresentou três shows seguidos no Trapiche, Jacintinho e Benedito Bentes, atingindo um público diversificado e ampliando o alcance de sua música além do reggae. Esse episódio se tornou um marco na sua carreira e na memória da música local, simbolizando o reconhecimento de um trabalho construído à margem da indústria convencional.

    Após lançar três álbuns, Luana enfrentou um cenário desafiador para artistas que operam fora do eixo central da música. Em busca de novas oportunidades, a cantora deixou Alagoas e mudou-se para o Sul do Brasil. Longe dos palcos, ela se aventurou em outra carreira profissional, mas a música sempre esteve presente em sua vida, em um papel de coadjuvante.

    O reencontro com sua essência musical começou a tomar forma em 2019, com o convite para participar do documentário “Ainda te amo demais”. Nesse projeto, Luana decidiu retornar aos palcos. Neste domingo (18), a artista se apresentará no Verão Massayó, trazendo de volta o repertório que fez parte da nostalgia dos anos 2000 e o forte vínculo criado com seu público. Em uma entrevista ao Caderno B, Luana compartilhou detalhes sobre sua trajetória, o tempo longe dos palcos e os momentos marcantes de sua carreira.

    A Descoberta da Música e os Desafios Iniciais

    CADERNO B: Desde criança, você manifestava o desejo de ser cantora. Como foi o início dessa carreira? Em que momento esse desejo tornou-se realidade?

    Luana: Aos 9 anos, mudei-me para o Joaquim Leão, no Vergel do Lago. A família do meu pai já residia lá, e meus domingos eram sempre repletos de música, dança e momentos em família. Desde pequena, sonhava em cantar. Eu passava horas imaginando um futuro diferente e sonhando em gravar um disco. A música sempre foi meu refúgio, mesmo em tempos difíceis.

    O início da minha carreira foi um desafio. Minha timidez era um obstáculo, e muitas vezes me senti sozinha, mas a fé e a música foram meu sustento. Transformei minhas dores em força e resistência.

    O Chamado do Reggae e o Retorno à Música

    Quando você e suas amigas começaram a escrever músicas de forró aos 15 anos, qual foi a importância desse primeiro contato com a composição?

    Luana: Foi ali que percebi que poderia dar voz aos meus sentimentos. Apesar das dificuldades financeiras, persistimos em transformar nossas letras em músicas. O destino me levou à casa do DJ Marquinhos Rasta, onde descobri que o reggae poderia ser meu caminho. Isso me fez perceber que poderia ser uma voz e uma líder.

    Após deixar Alagoas em 2013, você enfrentou diversos obstáculos na busca por fazer música. O que a motivou a retomar esse sonho?

    Luana: A falta de apoio e as experiências frustrantes com empresários desonestos me levaram a buscar novos caminhos. Ao migrar para o Sul, encontrei estabilidade e um novo começo, mas a música nunca me abandonou.

    A Reencontrando com a Música

    Você menciona que, mesmo longe dos palcos, a música sempre esteve presente em sua vida. Como isso se manifestava no seu cotidiano?

    Luana: Mesmo trabalhando em outra área e criando minhas filhas, a música era uma constante em minha vida. Melodias e letras surgiam naturalmente, me lembrando da minha verdadeira essência.

    Agora, após tantas transformações, quem é a Luana que retorna à música hoje? O que mudou e o que permanece?

    Luana: Retornei aos palcos em 2019 mais madura e fortalecida. A essência permanece, mas minha visão sobre a música e a vida evoluiu. A música é mais que um sonho, é uma missão.

    Participar do documentário foi um reencontro emocionante com minha história e com o público. Agradeço à Flávia Correia e sua equipe por possibilitar esse retorno. A música faz parte de quem eu sou, e estou pronta para reviver essa jornada.

    Luana do Reggae música alagoana trajetória musical
    Artigo anteriorDesafios de Ratinho Jr. para a Presidência: Alianças Locais e Obstáculos no PSD
    Próximo artigo Presidente do ASA Anuncia Novo Campo de Treino com Dimensões Oficiais

    Noticias relacionadas

    Cultura

    Edital premia Pontos e Pontões de Cultura de Alagoas com R$ 1,4 milhão

    26 de setembro de 2026
    Cultura

    Jaraguá se transforma em palco vibrante da cultura popular no Festival Internacional de Maceió

    26 de setembro de 2026
    • Alagoas
    • Cultura
    • Economia
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Política
    • Saúde
    • Tecnologia
    • Sobre o Alagoas Informa
    • Política de privacidade
    • Termos de Serviço

    Digite o texto acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.