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    Início»Economia»Ministério Público Investiga Aplicações em Fundos de Previdência no Banco Master
    Economia

    Ministério Público Investiga Aplicações em Fundos de Previdência no Banco Master

    26 de janeiro de 2026
    Ministério Público Investiga Aplicações em Fundos de Previdência no Banco Master
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    Investigações em Andamento

    O Ministério Público está conduzindo investigações em pelo menos seis estados brasileiros, incluindo Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo, em relação a aplicações realizadas por fundos de previdência estaduais e municipais nos títulos do Banco Master, gerido por Daniel Vorcaro. Essa preocupação surge após a liquidação do banco pelo Banco Central em novembro do ano passado, após denúncias de operações fraudulentas.

    Dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social revelaram que entre outubro de 2023 e dezembro de 2024, instituições de aposentadoria de servidores investiram cerca de R$ 1,8 bilhão em letras financeiras do Master, sem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

    O Caso em Rio de Janeiro

    A situação mais alarmante envolve o estado do Rio de Janeiro, onde o fundo de previdência dos servidores, Rioprevidência, direcionou aproximadamente R$ 970 milhões a esses títulos, tornando-se o maior investimento listado pelo Ministério da Previdência. Em resposta a essas irregularidades, a Polícia Federal realizou uma operação de busca e apreensão em endereços relacionados a executivos do Rioprevidência.

    Após essa ação, Deivis Marcon Antunes foi destituído do cargo de diretor-presidente da autarquia, embora tenha negado qualquer irregularidade em uma carta enviada ao governador Cláudio Castro (PL). O Ministério Público do Rio já havia iniciado investigações para apurar a situação, recomendando a exoneração de executivos responsáveis e buscando judicialmente a suspensão dos repasses ao Banco Master. Esses repasses envolvem o pagamento de empréstimos consignados de aposentados e pensionistas, com o MP alertando para o risco excessivo que essas aplicações representavam.

    Em nota, o Rioprevidência afirmou que todos os investimentos respeitaram rigorosamente a legislação e normas dos órgãos de controle e que está amparado por uma decisão judicial que proíbe repasses ao banco em questão.

    Desdobramentos em São Paulo

    O Ministério Público de São Paulo também investiga a questão relacionada ao Banco Master. Entre os casos em análise, destaca-se o do fundo São Roque Prev, que investiu R$ 93 milhões, além do Araprev, de Araras, que aplicou R$ 29 milhões. As prefeituras dos respectivos municípios afirmaram que estão tomando medidas cabíveis para proteger os interesses dos aposentados e pensionistas.

    O São Roque Prev declarou estar acompanhando a liquidação do banco e que todas as aquisições foram realizadas de acordo com regulamentos e orientações técnicas adequadas.

    Investigações em Outros Estados

    Em Amapá, a Amprev (Amapá Previdência) aplicou R$ 400 milhões em letras financeiras do Master. O Ministério Público local está investigando a compatibilidade dessas aplicações com as diretrizes de investimento da autarquia. Segundo o governo do Amapá, a situação financeira da Amprev continua robusta, garantindo o pagamento das aposentadorias até 2059.

    Na região Norte, no Amazonas, o MP instaurou investigações sobre o Amazonprev, que também possui investimentos no Banco Master, totalizando R$ 50 milhões. Apesar da preocupação, a administração do governo estatal afirmou que o fundo é capaz de quitar todas as aposentadorias e ainda conta com um saldo positivo.

    Em Alagoas, o instituto de previdência de Maceió, que aplicou R$ 97 milhões em letras financeiras do Master, está sendo investigado. O Maceió Previdência considera a investigação uma oportunidade para comprovar a conformidade de seus investimentos, garantindo que todos os pagamentos a aposentados estão resguardados.

    Por fim, Goiás também segue com investigações em curso, com o fundo de Aparecida de Goiânia tendo aplicado R$ 40 milhões. Todas essas ações destacam a crescente preocupação em relação à segurança dos investimentos realizados pelos fundos de previdência e a necessidade de maior fiscalização sobre as aplicações financeiras realizadas.

    CPMI Banco Master fundos de previdência investigações Ministério Público
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