Intervenções Urbanas em Maceió sob Crítica
O arquiteto Dílson Ferreira, professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas, expressou sua insatisfação nas redes sociais em relação a intervenções realizadas pela Prefeitura de Maceió. Em uma postagem contundente, ele destacou: ‘Faz dois anos que fiz um alerta. Um projeto (não a obra) contratado ao custo de R$ 4,2 milhões pago pelo maceioense.’
Segundo Ferreira, desde então a cidade enfrentou diversas mudanças negativas. Ele menciona a perda de vagas de estacionamento, a redução do acesso para pessoas com mobilidade reduzida e o fechamento de pequenas lojas locais. Além disso, ele critica a implementação de faixas verdes e o aluguel da Praça Multieventos para a instalação de uma roda-gigante, que gerou controvérsia.
O arquiteto ainda ressaltou a remoção de árvores e a substituição por grama exótica, tudo isso sem um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbanístico e de Mobilidade. ‘Suponho que irão fechar o trânsito da orla e que haverá uma concessão pública’, afirmou, levantando questionamentos sobre a transparência e a participação popular nas decisões urbanas.
Importante notar que Ferreira não está isolado em suas críticas. A insatisfação com as intervenções urbanas parece ser um sentimento compartilhado tanto por especialistas quanto por cidadãos comuns. Um levantamento revelou que, durante os cinco anos da gestão do prefeito João Henrique Caldas (PL), cerca de duas mil vagas de estacionamento foram eliminadas. Isso levanta preocupações sobre a falta de espaços adequados para veículos em uma cidade já conhecida por seus desafios de mobilidade.
Ademais, a ausência de consultas públicas sobre essas mudanças deixa muitos se perguntando sobre a abordagem centralização do prefeito JHC, que tem sido caracterizada por um estilo personalista. Essa falta de diálogo com a população levanta questões sobre a eficácia das políticas implementadas e o real impacto dessas decisões na vida dos maceioenses.
Essas preocupações ecoam entre os cidadãos que anseiam por um planejamento urbano que priorize não apenas a estética, mas também a acessibilidade e o bem-estar da comunidade. As críticas de Dílson Ferreira e a crescente insatisfação popular ressaltam a necessidade de uma discussão mais ampla e inclusiva sobre o futuro urbano de Maceió. Enquanto as intervenções urbanas continuam, a expectativa é de que as autoridades considerem as vozes da população e a importância de um planejamento que respeite as condições locais e promova um ambiente urbano sustentável e acolhedor.

