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    Início»Tecnologia»Equatorial Alagoas: O impacto do Sistema Antifurto nas comunidades de Maceió
    Tecnologia

    Equatorial Alagoas: O impacto do Sistema Antifurto nas comunidades de Maceió

    27 de março de 2026
    Equatorial Alagoas: O impacto do Sistema Antifurto nas comunidades de Maceió
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    Como a nova tecnologia de medição afeta a população mais vulnerável da capital alagoana

    A Equatorial Alagoas, companhia encarregada da distribuição de energia elétrica no estado, reportou lucros que ultrapassaram R$ 800 milhões em 2025. No entanto, essa expansão financeira parece ter um custo elevado para a população de Maceió, especialmente para os moradores mais pobres. Nesse cenário, a instalação do Sistema de Medição Centralizado (SMC), conhecido como sistema antifurto, se tornou um foco de polêmica.

    O SMC foi implementado em conjuntos habitacionais populares, como o Parque da Lagoa, no Vergel do Lago, e o Parque dos Caetés, além de Morada do Planalto, no Benedito Bentes. Com a expansão desse sistema, várias áreas da capital já estão sendo afetadas, incluindo a Cidade Sorriso, no Benedito, e o bairro do Feitosa, assim como uma parte significativa da periferia. Dados indicam que cerca de 30% do Benedito Bentes e 20% do Jacintinho já estão sob a cobertura dessa tecnologia.

    A escolha da Equatorial de instalar o sistema em regiões empobrecidas de Maceió, como Vergel do Lago e Jacintinho, levanta questões sobre a equidade das medidas. Embora a justificativa da empresa seja a de combater a prática de “gato”, a realidade é que essas ações atingem desproporcionalmente a população negra e de baixa renda de Alagoas, prejudicando trabalhadores e pequenos comerciantes que dependem da energia elétrica para suas atividades diárias.

    Na prática, as medidas tomadas pela Equatorial não apenas afetam os consumidores que cometem irregularidades, mas também os usuários regulares da concessionária. O SMC é projetado para perceber flutuações na energia e, de maneira preventiva, desliga a rede elétrica para identificar residências que utilizam energia de maneira irregular. Esse desligamento, inicialmente, pode durar cerca de meia hora, mas, se novas oscilações forem detectadas, a energia pode ficar suspensa por períodos que chegam a dois dias, aguardando o religamento presencial pelas equipes técnicas.

    O impacto dessa abordagem se intensifica quando consideramos que muitos moradores de conjuntos habitacionais vivem em condições financeiras precárias. Ao desligar a energia de toda a rede de forma coletiva, a empresa atinge não apenas aqueles que estão irregulares, mas toda a comunidade, o que gera um efeito cascata sobre o bem-estar dessas famílias.

    Além disso, a falta de aviso prévio por parte da Equatorial Alagoas ao ampliar o alcance do SMC levanta questões sobre a transparência e o compromisso da empresa com seus consumidores. Muitas famílias, que já enfrentam dificuldades econômicas, se veem sem acesso à energia elétrica em situações críticas, o que pode agravar ainda mais suas dificuldades financeiras e sociais.

    É essencial que essas demandas sejam ouvidas e que a empresa encontre formas mais justas de abordar questões de consumo irregular, sem penalizar a totalidade da população vulnerável. O debate sobre a adequação das políticas da Equatorial Alagoas está apenas começando, e a expectativa é de que a questão ganhe mais visibilidade entre os canais de comunicação e organizações sociais comprometidas com a defesa dos direitos dos cidadãos.

    As implicações do SMC vão além do simples corte de energia; representam uma crítica mais ampla às políticas de distribuição e acesso à energia elétrica em áreas de vulnerabilidade. O que se espera é que soluções mais equilibradas sejam buscadas, assegurando que todos, independentemente de sua condição socioeconômica, tenham o direito ao acesso à energia de maneira digna e justa.

    13º salário Maceió energia elétrica Equatorial Alagoas população vulnerável sistema antifurto
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