Uma Nova Era para a Música Clássica em Alagoas
A Orquestra Filarmônica de Alagoas se prepara para um novo capítulo em 2026, agora com o apoio do Governo de Alagoas. Através de um termo de fomento estabelecido com a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), a orquestra receberá um investimento de R$ 1 milhão, que garantirá a realização de uma temporada repleta de 22 apresentações nas séries Allegro, Mundo, Didática e Estrela Radiosa.
Esta programação não se restringe apenas à capital, Maceió, mas se estenderá a outros municípios, permitindo assim que públicos que tradicionalmente não tiveram acesso à música de concerto, possam desfrutar dessa arte. O projeto contempla também concertos gratuitos e ingressos a preços acessíveis, além de iniciativas voltadas à formação de novos ouvintes, especialmente entre estudantes da rede pública de ensino. Ao mesmo tempo, essa ação movimentará uma rede de profissionais que atuam nos bastidores, como técnicos, produtores e equipes de apoio.
A secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, ressaltou a importância dessa parceria. “O Governo de Alagoas tem ampliado os investimentos na cultura e iniciativas reconhecidas que transformam a vida das pessoas. A Filarmônica de Alagoas cumpre um papel importante na formação de público e na circulação da música de concerto, e essa parceria permite que esse trabalho alcance ainda mais alagoanos”, declarou.
Ela ainda enfatizou que a decisão do governador Paulo Dantas é crucial para que a Filarmônica continue seu trabalho relevante, atingindo novos espaços e mantendo viva a conexão das pessoas com a música.
O presidente da cooperativa da Orquestra Filarmônica de Alagoas, Rafael Matias, também comentou sobre o impacto que essa parceria traz. “A colaboração com o governo representa um reconhecimento da cultura como um patrimônio valioso. Além dos 50 músicos visíveis no palco, há mais de uma centena de pessoas beneficiadas diretamente, como técnicos de sonorização, iluminação e plataformas de venda de ingressos”, afirmou.
Matias ainda destacou a mudança que essa iniciativa proporciona ao estado. “Alagoas deixa de ser um dos poucos estados brasileiros sem uma orquestra sinfônica mantida pelo Governo, abrindo portas para novos públicos e projetos inovadores na difusão da música de concerto”, disse.
O maestro Luiz Martins, que lidera a direção artística da orquestra, também comentou sobre o significado desse reconhecimento. “A Filarmônica de Alagoas nasceu em 2017 a partir do esforço conjunto de músicos locais. Este apoio institucionaliza a orquestra como um equipamento cultural de relevância e garante melhores condições de trabalho para a produção artística de qualidade. O termo de fomento com o Governo traz previsibilidade financeira e planejamento consistente para nossas atividades”, afirmou.
Ele acrescentou que esse aporte financeiro ampliará significativamente as possibilidades de atuação da orquestra, permitindo a realização de projetos que antes eram inviáveis. “Para esta temporada, teremos quatro séries: Allegro, que é dedicada à música de concerto e será gratuita, além de homenagear o compositor alagoano Hekel Tavares, em seu 130º aniversário”, detalhou.
“A Série Mundo trará fusões com Rock e cinema, servindo como porta de entrada para novos públicos. A Série Estrela Radiosa contará com um tributo ao cantor Djavan e outros artistas alagoanos. Por último, a série didática, também gratuita, será voltada para a rede pública de ensino, contribuindo para a formação de novas plateias”, finalizou.
Martins reforçou ainda que, com a realização de 22 concertos previstos, a expectativa é que o público compareça em peso, continuando a tradição da orquestra de lotar suas apresentações. Além disso, a orquestra planeja levar sua música para o interior do estado, cumprindo uma agenda de interiorização necessária. “A Filarmônica de Alagoas é um patrimônio cultural do povo alagoano, e seu sucesso é resultado do trabalho coletivo”, concluiu.
A Trajetória da Orquestra Filarmônica de Alagoas
Fundada em 2017, a Orquestra Filarmônica de Alagoas surgiu da iniciativa de músicos independentes que queriam estabelecer uma orquestra sinfônica no estado, estruturando-se como uma cooperativa. Desde seus primeiros passos, o grupo se apresentou em diversos locais, trazendo um repertório que mesclava música erudita e popular, além de propostas temáticas variadas.
Com o passar dos anos, a orquestra consolidou suas temporadas e começou a ocupar teatros, praças e outros espaços, desenvolvendo também ações formativas voltadas para estudantes da rede pública. Essa trajetória tem sido marcada pela busca de promover a cultura e a música em Alagoas, sempre com foco na inclusão e na formação de novas plateias.

