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    Saúde

    Goiás Intensifica Combate à Hanseníase no Janeiro Roxo: Ações e Importância do Diagnóstico Precoce

    24 de janeiro de 2026
    Goiás Intensifica Combate à Hanseníase no Janeiro Roxo: Ações e Importância do Diagnóstico Precoce
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    Ações do Governo de Goiás no Janeiro Roxo

    O Governo de Goiás, por intermédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), está intensificando suas ações voltadas à conscientização, prevenção e controle da hanseníase durante o Janeiro Roxo. Apesar da redução no número geral de casos, o estado ainda enfrenta desafios significativos, especialmente em relação ao diagnóstico tardio que pode resultar em sequelas graves para os pacientes. A hanseníase é uma doença curável, com tratamento gratuito disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), proporcionando acesso à assistência em todo o estado e fortalecendo as estratégias de controle da enfermidade.

    O último domingo de janeiro é designado como o Dia Mundial contra a Hanseníase. Neste período, diversas ações são realizadas para informar a população sobre os sinais e sintomas da doença, enfatizando a disponibilidade de tratamento e a importância do diagnóstico precoce. O objetivo é não apenas prevenir complicações, mas também combater o estigma associado à condição. Além disso, são promovidas atividades de educação em saúde e capacitações para profissionais de saúde nos municípios.

    Dados Recentes sobre a Hanseníase em Goiás

    As iniciativas visam interromper a transmissão da hanseníase e reforçar a atenção básica como a principal porta de entrada para o cuidado contínuo dos pacientes. Em 2024, foram registrados 868 novos casos da doença em Goiás. Destes, 7,8% dos pacientes apresentavam deformidades físicas já no momento do diagnóstico. Em 2025, dados preliminares indicam 743 novos casos, com 6,7% dos pacientes chegando aos serviços de saúde com incapacidades físicas.

    A doutora Nayana Chaves Aveiro, dermatologista do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), explica que a hanseníase é transmitida principalmente por gotículas de saliva, principalmente quando há tosse ou espirro, após contato íntimo e prolongado com uma pessoa infectada, especialmente em ambientes domiciliares. “A doença pode ser tratada, e após o início do tratamento, o paciente deixa de ser transmissor. O grande desafio, portanto, é identificar os sinais precocemente, pois isso pode evitar sequelas e garantir uma melhor qualidade de vida para os afetados,” destaca a médica.

    Estrutura de Atendimento à Saúde

    O Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) atua como um centro terciário, recebendo casos mais graves e complexos que são encaminhados por outras unidades de saúde. Esses casos geralmente envolvem dúvidas no diagnóstico, falhas no tratamento ou complicações, contando com um atendimento especializado. A unidade atende pacientes de todas as idades, provenientes da Região Metropolitana de Goiânia, bem como de outras partes do estado e até de estados vizinhos, como Pará, Bahia, Maranhão e Tocantins.

    “No HDT, recebemos principalmente pacientes com complicações, como problemas nos nervos, feridas infectadas e deformidades já instaladas, que exigem um acompanhamento multiprofissional. Nosso papel é estabilizar esses quadros, tratar infecções relacionadas e garantir que o paciente retorne à atenção básica para continuidade do tratamento,” explica a médica.

    Outra unidade de referência em Goiás é o Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade (Ceap-Sol), que também atua como hospital terciário. Este centro atende pacientes com doenças infecciosas, incluindo a hanseníase, e oferece cuidados especializados, internação e hospedagem para aqueles que vêm do interior do estado. Aqui, o foco está no diagnóstico precoce e no tratamento com poliquimioterapia (PQT) para prevenir incapacidades.

    Capacitação e Conscientização

    A SES tem investido em capacitações e treinamentos para as Secretarias Municipais de Saúde, promovendo ações constantes para fortalecer o diagnóstico precoce. Isso inclui a capacitação de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, tanto em ações presenciais quanto em cursos na modalidade EaD. Além disso, a SES fomenta atividades de vigilância e disponibiliza canais de suporte para discussão de casos clínicos com profissionais de saúde em todo o estado.

    A doutora Ana Lúcia Maroccolo, dermatologista da área técnica de hanseníase da SES, ressalta a importância da capacitação dos profissionais de saúde. “É essencial que o paciente seja diagnosticado rapidamente e receba o tratamento adequado desde o início, isso ajuda a evitar sequelas e a reduzir a transmissão da doença,” afirma.

    A população deve estar atenta a sinais como manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamento, choques nos nervos e redução da força muscular. Ao identificar qualquer um desses sintomas, é crucial procurar imediatamente a unidade básica de saúde do município. “O tratamento é gratuito e está ao alcance de todos nas unidades de saúde,” conclui a médica.

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