O Frevo: Uma Tradição que Transcende Fronteiras
Com a chegada de fevereiro, as ruas do Brasil se preparam para receber os vibrantes acordes do frevo, um ritmo que se tornou sinônimo de Carnaval. Depois das comemorações de Natal e Ano Novo, o país entra em contagem regressiva para a festa mais aguardada do ano. O frevo, que tem suas origens no Recife no final do século XIX, resultou da fusão de marchas, maxixes e elementos da capoeira. Este estilo contagiante foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2012, validando sua importância tanto local quanto internacional.
As variações do frevo são muitas, incluindo o frevo de rua, que é tocado por orquestras sem vocal, o frevo-canção, que adiciona uma voz à introdução orquestral, e o frevo de bloco, que combina orquestra com instrumentos de corda e sopro. O próprio nome “frevo” deriva do verbo “frever”, que significa “ferver”, uma referência à energia e ao calor das celebrações.
No estado de Alagoas, o frevo chegou na primeira metade do século XX, influenciado por figuras como o Major Bonifácio, um pernambucano que, em Maceió, transformou o bairro de Bebedouro na “República da Alegria”, em virtude das festividades carnavalescas que lá ocorriam. Com o passar dos anos, o frevo conquistou cada vez mais espaço e admiradores, não só em Alagoas, mas em todo o Brasil e até fora dele.

