A Ascensão de Flávio em Alagoas Desafia a Força de Lula na Região
Nas últimas semanas, uma nova pesquisa chamou a atenção ao mostrar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente de Lula (PT) em Alagoas, um estado tradicionalmente ligado ao ex-presidente. Este dado surpreende, pois o Nordeste é conhecido como reduto da força política de Lula. A estratégia de Flávio para se consolidar no cenário político inclui parcerias significativas, como com Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador de São Paulo e um dos maiores colégios eleitorais do país. Além disso, a possibilidade de uma aliança com Romeu Zema (Novo) para a vice, vindo de Minas Gerais, pode ser um movimento decisivo, dada a importância do estado no mapa eleitoral brasileiro.
À medida que observamos Flávio investir em seu projeto para o Nordeste, muitos se surpreendem com a possível transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para seu filho. Um fenômeno que, até então, parecia improvável, mas que, conforme as pesquisas apontam, está se solidificando, oferecendo uma pequena vantagem a Flávio em comparação com a eleição anterior, onde a diferença foi mínima em relação a Lula. A candidatura de Flávio parece estar em ascensão, o que gera um certo desconforto entre os apoiadores de Lula.
Com a pressão aumentando, Lula tenta implementar medidas que possam angariar a simpatia dos eleitores. No entanto, a crítica se concentra no fato de que essas “bondades” são, na verdade, custeadas pelos impostos dos cidadãos. O ex-presidente não está utilizando seus próprios recursos para cobrir os custos das contas de serviços essenciais, como energia elétrica e gás, mas sim as contribuições dos pagadores de impostos.
A “taxa das blusinhas”, por exemplo, arrecadou R$ 425 milhões apenas em janeiro deste ano, um aumento significativo em relação ao mesmo mês do ano anterior, que obteve R$ 341 milhões. Essa taxa, referente a compras feitas no exterior acima de US$ 50, totalizou R$ 5 bilhões no ano passado, destacando a crescente carga tributária que mantém o governo federal.
Delfim Netto, renomado economista, comentou recentemente que a arrecadação fiscal pode ser dividida em três partes: uma destinada à corrupção, outra à má gestão e, por fim, apenas uma fração é realmente aplicada em benefício da sociedade. Esse cenário é preocupante e levanta questões sobre a eficiência do uso dos recursos públicos.
Uma pesquisa da Quest, divulgada em 11 de março, revela que 46% da população brasileira acredita que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses. Nesse mesmo levantamento, apenas 21% afirmam que a situação melhorou. Apesar de a Fundação Getulio Vargas (FGV) indicar um crescimento de 6,6% na renda nacional, o PIB cresceu apenas 1,9%, gerando um paradoxo. Embora a pobreza extrema tenha diminuído, Lula continua a afirmar que não há mais pobreza no país.
Cabe recordar um episódio curioso em que Lula afirmou que existiam 20 milhões de crianças em situação de rua. Quando Jaime Lerner questionou a veracidade desse número, Lula, num tom descontraído, afirmou que não havia problema em exagerar, pois assim as pessoas acreditariam na sua fala. Este tipo de retórica é um alerta sobre a forma como as informações são manipuladas para criar narrativas.
Essa pressão do governo para oferecer benefícios pode resultar em inflação, afetando não apenas alguns, mas todos os cidadãos. A estrutura atual faz com que uma parte da população sustente a outra, não por escolha, mas como resultado de políticas governamentais que buscam classificar essas intervenções como transferências de renda. Contudo, é importante lembrar que muitas dessas ações estão sendo promovidas por interesses eleitorais.
O ano de 2026 é crucial. Os eleitores precisam refletir antes de decidir em quem votar, pois são os responsáveis pela escolha dos representantes que estarão nas esferas de poder. Desde candidatos a presidente, governadores, senadores, até deputados, todos têm um papel fundamental na condução do país. O mesmo se aplica aos ministros do Supremo Tribunal Federal, que requerem aprovação do Senado. Portanto, se um senador não tiver um padrão ético para avaliar um ministro, ele pode aprovar qualquer candidato, independentemente de sua reputação ou conhecimento jurídico. Isso é um risco significativo e a responsabilidade recai sobre nós, os eleitores.
Metodologia da pesquisa citada
A pesquisa mencionada foi realizada pelo Instituto Verità entre os dias 18 e 24 de março de 2026, com 1.220 entrevistas estruturadas com eleitores de Alagoas. A margem de erro é de 3,0 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%. Os resultados indicam que Flávio teria 51,5% dos votos válidos, enquanto Lula somaria 40,6%. O registro da pesquisa no TSE é AL-03400/2026.

