Oportunidade para Compartilhamento de Experiências
O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas anunciou a reabertura das inscrições para o projeto Vozes da Mundaú, que tem como objetivo receber relatos de pessoas impactadas pela subsidência do solo em Maceió, um fenômeno associado à exploração de sal-gema realizada pela Braskem. Esta é uma chance importante para os moradores que desejam expressar suas experiências e dificuldades enfrentadas.
O próximo encontro está marcado para o dia 26 de janeiro de 2026, uma segunda-feira, a partir das 14h, na sede do MPF em Alagoas. As reuniões serão presenciais e exigem agendamento prévio, com duração de 50 minutos e um máximo de cinco participantes por sessão. Essas escutas são parte de uma iniciativa mensal do MPF, projetadas para coletar informações que apoiam os procedimentos legais em relação ao Caso Braskem.
Na última edição, realizada em dezembro de 2025, as reuniões foram conduzidas pelas procuradoras da República Juliana Câmara e Roberta Bomfim, que fazem parte do grupo de trabalho responsável pelo caso. Durante essa ocasião, moradores da comunidade de Bebedouro tiveram a oportunidade de compartilhar suas experiências, destacando questões como as dificuldades enfrentadas por pescadores locais, incertezas sobre critérios de cadastramento de beneficiários e falhas na comunicação relacionadas às ações de requalificação na área do Flexal.
Além disso, o MPF se comprometeu a oficiar os órgãos competentes para garantir a solicitação de esclarecimentos sobre as preocupações levantadas durante as escutas. Questões como a realização de obras de contenção de encosta e a construção de um conjunto habitacional na região dos Flexais também foram discutidas. O MPF esclareceu que este empreendimento faz parte de uma política habitacional do município, regida por regras federais, e não é resultado de acordos relacionados ao Caso Braskem.
Os relatos também refletiram os impactos individuais provocados pela situação, como prejuízos à saúde mental e perdas financeiras decorrentes da locação de imóveis na área do Flexal. Em resposta, o MPF solicitou que os afetados apresentassem documentação para análise e encorajou a participação em oficinas de acolhimento psicossocial, visando oferecer suporte às vítimas.

