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    Início»Economia»Economia em Alagoas: Entidades apoiam manifesto pela jornada de trabalho
    Economia

    Economia em Alagoas: Entidades apoiam manifesto pela jornada de trabalho

    6 de março de 2026
    Economia em Alagoas: Entidades apoiam manifesto pela jornada de trabalho
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    Apoio de Entidades ao Manifesto sobre a Jornada de Trabalho

    A Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Alagoas (Abrasel-AL), a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL) e o Maceió Convention & Visitors Bureau se juntaram a um manifesto que expressa a preocupação do setor produtivo do estado com propostas que visam reduzir a jornada de trabalho semanal. Essa iniciativa foi inicialmente assinada por outras oito entidades e divulgada na última quarta-feira (4).

    O manifesto propõe que o debate sobre a possível alteração de 44 para 40 horas semanais e a eliminação da escala 6×1 seja realizado de uma maneira equilibrada, levando em consideração os desafios estruturais da economia brasileira e os impactos no mercado de trabalho.

    Preocupações com a Produtividade e Custos

    Os signatários do documento alertam para dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que colocam o Brasil na 91ª posição em produtividade por hora trabalhada, uma posição inferior a países como Chile, Argentina e Cuba. Além disso, o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que a redução da jornada pode acarretar um aumento significativo nos custos das empresas, estimando um impacto anual de até R$ 267,2 bilhões na folha de pagamento em todo o país.

    Para o estado de Alagoas, a previsão de aumento de custos varia entre R$ 1,29 bilhão e R$ 1,93 bilhão, com setores mais impactados incluindo a construção civil, agropecuária, comércio, indústria de transformação e turismo.

    Importância da Negociação Coletiva

    As entidades que assinam o manifesto enfatizam que qualquer mudança nas regras de jornada deve ser fundamentada em ganhos de produtividade e respeitar as especificidades regionais e setoriais. A Constituição já permite ajustes por meio de negociações coletivas, uma alternativa que pode promover um equilíbrio na discussão.

    O manifesto é respaldado por várias entidades representativas da economia alagoana, incluindo a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), a Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio) e a Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL), entre outras.

    As Consequências da Redução da Jornada

    O documento alerta que a redução da jornada de trabalho pode levar a um aumento dos custos laborais, o que pode acarretar em inflação, automação sem planejamento, desemprego e até uma possível queda na produção. Além disso, há o risco de intensificação da informalidade e precarização das relações de trabalho.

    Os signatários do manifesto compreendem que a proposta de redução é um objetivo social positivo, mas deve ser tratada com cautela e responsabilidade. A negociação coletiva deve ser fortalecida, e a criação de condições econômicas que viabilizem essa mudança é essencial.

    Conclusão

    Com o cenário atual de baixa produtividade no Brasil, a discussão sobre a redução da jornada de trabalho deve ser cuidadosa e pautada por dados concretos. O manifesto das entidades produtivas de Alagoas é uma tentativa de trazer à tona preocupações que podem impactar não apenas a economia do estado, mas também a qualidade de vida dos trabalhadores.

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