Tarifas Elevadas de Energia em Alagoas
Em 2025, Alagoas se destaca entre os estados brasileiros por apresentar uma das tarifas de energia elétrica mais elevadas, ocupando a quarta posição no ranking nacional. Embora os valores exatos possam variar em decorrência dos reajustes, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou em agosto de 2025 que o custo por quilowatt-hora (kWh) no estado é de R$ 0,863. Esse preço é superado apenas pelo Pará, com R$ 0,938/kWh, seguido por Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, ambos com tarifas de R$ 0,870/kWh.
A Equatorial, responsável pelo abastecimento de energia em Alagoas, refuta a ideia de que o estado possua uma das tarifas mais onerosas do País. Contudo, a realidade apresentada pela Aneel contrasta com essa afirmação, evidenciando a insatisfação dos consumidores. Os altos preços têm levado a um aumento considerável na inadimplência, já que muitos cidadãos não conseguem arcar com as contas de energia. Prova disso é a intensa movimentação nos Feirões de Renegociação de Dívidas, como os promovidos pelo Procon, que têm atraído um grande número de pessoas em busca de alternativas para quitar suas pendências.
Impacto nas Finanças das Famílias
O impacto da tarifa elevada nas finanças pessoais é palpável, especialmente entre os trabalhadores assalariados. O agravamento da situação se dá com a implementação da bandeira vermelha, que eleva ainda mais os custos. O resultado é um crescente número de famílias inadimplentes, mas a Equatorial permanece sem divulgar números precisos sobre o tema, alegando normas de proteção de dados.
Para aqueles que não conseguem pagar a fatura, a situação se torna crítica: um mês após o vencimento, a concessionária já pode proceder com o corte da energia. Diante dessa realidade, a Equatorial oferece a Tarifa Social, destinada a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), que tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa. Esse benefício também abrange idosos e pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de famílias que, nos últimos dois anos, atualizaram seu Número de Identificação Social (NIS) e possuem dependentes que necessitam de aparelhos elétricos para tratamento contínuo.
Demanda por Tarifa Social
Entretanto, há uma demanda reprimida em relação à adesão à Tarifa Social. A assessoria da Equatorial aponta que aproximadamente 200 mil pessoas têm direito ao benefício, mas muitas ainda não se cadastraram para receber o desconto nas contas de energia. “Um levantamento da Equatorial Alagoas revela que esse público está majoritariamente concentrado em cinco municípios, com Maceió liderando. Os outros municípios são Arapiraca, Rio Largo, União dos Palmares e Palmeira dos Índios, onde há grande potencial de adesão ao programa”, informou a assessoria.
No que diz respeito aos municípios com maior número de famílias elegíveis para a Tarifa Social, Maceió se destaca com 51.419 famílias, seguida por Arapiraca (8.355), Rio Largo (5.897), União dos Palmares (5.131) e Palmeira dos Índios (4.788). Juntas, essas localidades totalizam 75.590 unidades consumidoras que poderiam estar usufruindo do desconto oferecido pela Tarifa Social. Em um cenário de dificuldades financeiras, a conscientização e a ação efetiva para a adesão a esse benefício se tornam ainda mais cruciais para alívio do bolso do consumidor alagoano.

