Economia Solidária amplia oportunidades para artesãos
Em Maceió, a Economia Solidária tem expandido os canais de venda para artesãos e pequenos empreendedores locais. Por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Economia Solidária (Semtes), esses produtores acessam pontos fixos, feiras itinerantes, eventos e vilas temáticas para comercializar diretamente seus produtos.
Entre os locais disponíveis estão o Maceió Shopping, em Mangabeiras, e o Mercado das Artes 31, no Jaraguá. Para garantir o acesso de diversos grupos, a Semtes organiza um sistema de rodízio que permite que diferentes empreendimentos utilizem os espaços ao longo do ano. Além disso, a iniciativa acompanha feiras e eventos espalhados por diversos bairros da capital.
Artesãos relatam transformação na comercialização
Betânia Alves, artesã que expõe no Maceió Shopping, conta que a participação na Economia Solidária mudou completamente a forma como divulga e vende seus produtos. Antes, ela trabalhava em casa vendendo principalmente para colegas e vizinhos. Agora, tem a chance de mostrar seu trabalho para um público mais amplo.
“É a oportunidade que a gente tem de divulgar, de expor nosso trabalho e de se fazer vista”, afirma Betânia. Estar presente nos pontos de venda permite a ela não só vender, mas também dialogar com os clientes, detalhar o processo artesanal e conquistar encomendas. Com a maior procura, Betânia investe mais na produção e na criação de novos itens.
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Especializada em crochê, renda filé e bonecos de pano, ela também ensina crochê para outras pessoas. Seus produtos já chegaram a outros estados e até fora do país, ampliando seu alcance e renda.
Outro exemplo é o artesão Mauro Ferreira, que antes da pandemia participava de feiras na Praça Multieventos, na Pajuçara, e em diversas exposições da Economia Solidária em shoppings. Durante cerca de dois anos, ele ficou sem comercializar seus produtos, mas com o apoio da Prefeitura e a retomada das atividades, suas vendas voltaram a crescer.
Mauro também adaptou sua produção. Passou do mosaico para o bordado trama experimental, técnica que desenvolveu ao longo de cinco anos. Essa mudança facilitou o transporte das peças, especialmente para turistas, e permitiu ampliar a produção.
Rede de empreendimentos cresce e fortalece renda local
Atualmente, a Coordenadoria de Economia Solidária registra 30 empreendimentos de artesanato, envolvendo mais de 200 artesãos em Maceió. O segmento gastronômico também está presente, com 15 empreendimentos que representam mais de 50 famílias. A rede de comercialização por rodízio conta com 21 grupos de artesanato.
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Para a coordenadora Salomé Holanda, a Economia Solidária é fundamentada na cooperação, autogestão, solidariedade, sustentabilidade e valorização do trabalho. Os participantes organizam seus empreendimentos para vender diretamente, sem intermediários.
“Na economia solidária ninguém compra para revender, todos fazem para vender. Fazem juntos e vendem juntos. Essa é a base da economia solidária”, explica Salomé.
Além da comercialização, a Semtes promove capacitações e acompanha os empreendimentos na busca por novas oportunidades. Para a coordenadora, o impacto vai além da geração de renda, pois permite que os participantes desenvolvam seus talentos e fortaleçam sua atuação profissional.
Com a atuação nos pontos fixos, feiras, eventos e vilas temáticas, a Economia Solidária amplia a presença dos produtos feitos por artesãos maceioenses em espaços frequentados por moradores e turistas. Para quem antes dependia principalmente de vendas para pessoas próximas, como Betânia, e para aqueles que precisaram adaptar a produção para retomar as vendas, como Mauro, esses espaços representam crescimento e novas possibilidades.

