A Intensificação do Conflito Eleitoral em Alagoas
A disputa pelo Senado em Alagoas está se transformando em um verdadeiro embate, especialmente com o surgimento de novos nomes na corrida eleitoral. Enquanto apenas dois pré-candidatos ao governo se destacam — o atual senador e ministro Renan Filho (MDB) e o prefeito João Henrique Caldas (PL) — a luta pelas duas vagas no Senado começa a aquecer.
Recentemente, foi confirmada a pré-candidatura do ex-deputado estadual Davi Davino Filho (Republicanos), o que altera significativamente o cenário. Os já conhecidos postulantes Renan Calheiros (MDB), que busca sua quinta reeleição consecutiva, e os deputados federais Arthur Lira (PP) e Alfredo Gaspar (União Brasil), além do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT), agora enfrentam um campo mais competitivo.
No entanto, a situação parece se tornar desafiadora para Renan Calheiros. Seu partido, o MDB, que ele preside em Alagoas desde 1985, não consegue eleger um prefeito em Maceió, o maior colégio eleitoral do estado. Isso representa uma perda de influência, especialmente quando se considera a força eleitoral de seus concorrentes. Lessa, Davino, Gaspar e Lira são todos figuras que já demonstraram capacidade de atrair votos significativos na capital alagoana.
Para ilustrar, Ronaldo Lessa já ocupou diversos cargos políticos, incluindo vereador, prefeito e vice-prefeito, o que lhe confere uma experiência valiosa. Davi Davino se destacou na última eleição, superando o próprio Renan Filho em votos para o Senado em Maceió. Alfredo Gaspar, por sua vez, foi o candidato mais votado para a Câmara Federal em 2022, e Arthur Lira, ex-vereador de Maceió, também traz uma base sólida de apoio.
Com essa nova configuração, a pressão sobre Renan Calheiros aumenta, exigindo que ele busque novamente os votos no interior do estado para compensar a força de seus adversários na capital. O MDB, embora conte com um amplo número de filiados — 80 entre os 102 prefeitos alagoanos — poderá não ser suficiente para garantir a vitória, visto que a situação atual apresenta um cenário competitivo e diversificado.
Analistas políticos já começam a prever uma verdadeira “guerra de foice” nas eleições deste ano. A luta pelas duas vagas ao Senado em Alagoas promete ser acirrada, com candidatos de peso disputando cada voto e tentando conquistar a confiança do eleitorado. As próximas semanas serão decisivas para a definição dos rumos desta disputa, que deverá engajar ainda mais os eleitores e formar a base das campanhas eleitorais.

