A importância da comunicação sensível em momentos delicados da saúde
A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) promove, nesta sexta-feira (6), um Curso de Comunicação em Situações Críticas. O treinamento acontece no auditório do Maceió Mar Hotel, localizado no bairro de Ponta Verde, em Maceió, e é voltado para profissionais da saúde e integrantes das Comissões Intra-Hospitalares.
De acordo com a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, a capacitação tem como principal intuito preparar os profissionais para conduzir diálogos sensíveis e esclarecedores com as famílias de pacientes que se encontram em situação de morte encefálica. Essa abordagem é crucial para permitir que os familiares tomem decisões informadas sobre a doação de órgãos.
“A doação de órgãos proporciona a chance de vida para pacientes em estado crítico, sendo um ato de grande generosidade e compaixão. É essencial que os profissionais utilizem as técnicas apropriadas ao se dirigirem aos familiares”, enfatiza Daniela Ramos, ressaltando a responsabilidade dos comunicadores em momentos tão delicados.
Um aspecto fundamental que Daniela Ramos destaca é que, no Brasil, a doação de órgãos só é viável com a autorização da família do potencial doador. Assim, mesmo que o indivíduo tenha expressado o desejo de doar seus órgãos durante a vida, a doação só pode ser concretizada com o consentimento dos familiares.
“O aumento da conscientização sobre a doação de órgãos e a melhoria na obtenção de autorizações familiares impactam diretamente no número de órgãos disponíveis para transplante. Isso não apenas beneficia os pacientes que esperam por um transplante em Alagoas, mas também ajuda a reduzir a fila de esperança”, complementa a coordenadora.
Além do curso de comunicação, a programação continua neste sábado (7) com o Curso de Determinação em Morte Encefálica, que será realizado para médicos. Essa capacitação tem como objetivo preparar 20 profissionais para a execução do diagnóstico de morte encefálica, seguindo a Resolução CFM nº 2.173/2017, que abrange os exames clínicos necessários, testes de apneia e exames complementares. Essa formação é vital para garantir que os protocolos sejam seguidos adequadamente, aumentando a eficiência dos processos de doação e transplantes.

