Conflito no CT Gustavo Paiva
Na manhã desta quarta-feira (11), o Centro de Treinamento Gustavo Paiva, em Maceió, foi palco de um intenso protesto por parte dos funcionários do CSA, que paralisaram suas atividades em reivindicação ao pagamento de salários atrasados. O tumulto ganhou contornos ainda mais complicados com relatos de uma suposta agressão envolvendo o presidente do clube, Robson Rodas.
Durante uma entrevista à repórter Nathália Máximo, da TV Gazeta, um dos funcionários, identificado como Lucas, afirmou que o dirigente teria agredido-o fisicamente durante uma discussão sobre os pagamentos de salários pendentes. Segundo Lucas, a conversa tornou-se tensa quando ele questionou uma demissão coletiva anunciada por Rodas. O funcionário relatou que o presidente teria dado ‘dois tapas no peito’ dele e chamado um segurança para retirá-lo do local.
No entanto, Robson Rodas negou as acusações de agressão, defendendo que apenas tocou levemente no ombro de Lucas. O presidente ainda minimizou a situação, afirmando que os salários dos funcionários estavam apenas cinco dias atrasados. ‘Não houve agressão, só fui tocar no ombro dele’, declarou Rodas, que alega ser uma pessoa pacífica.
O protesto dos trabalhadores aconteceu após eles chegarem ao CT no horário habitual, registrando a presença, mas se recusando a iniciar o expediente. O funcionário Lucas destacou a dificuldade enfrentada por todos, lembrando que muitos dependem dos salários para sustentar suas famílias. ‘Chegamos aqui às seis da manhã e, às vezes, saímos às cinco da tarde. Quem está de fora não sabe o que passamos’, afirmou.
Versão do presidente e as consequências
Após o tumulto, o presidente do CSA, Roberto Rêgo, apresentou uma versão diferente do ocorrido. Ele descreveu o ato dos funcionários como um “motim”, argumentando que a recusa em trabalhar, mesmo diante de um atraso de apenas cinco dias, era inaceitável. Rêgo afirmou: ‘Eles fizeram uma greve branca. Eu cheguei para explicar que estou buscando recursos para quitar a folha de pagamento’.
O presidente não hesitou em tomar atitudes drásticas, anunciando demissões em massa dos funcionários, que, segundo ele, estavam sendo insubordinados. ‘Disse que todos estavam demitidos, que receberiam o salário na segunda-feira e que faríamos as rescisões individualmente. O CSA é uma empresa privada e não admite motim’, declarou Rêgo.
Em resposta às alegações de agressão, Rodas reafirmou que não houve qualquer tipo de violência de sua parte. ‘Quem me conhece sabe que eu sou da paz. Não agredi ninguém’, ressaltou.
Momento crítico para o CSA
A crise no clube alagoano ocorre em um momento delicado, tanto na administração quanto dentro de campo. Recentemente, o CSA passou por eliminações importantes em competições, além de enfrentar uma instabilidade interna que pode impactar a performance da equipe na sequência da temporada. Para tentar reverter esse cenário, o clube anunciou, na terça-feira (10), a contratação do novo técnico Moacir Júnior, que terá a missão de reorganizar a equipe e restabelecer a confiança.
O futuro do CSA é incerto, com os problemas administrativos prejudicando o desempenho esportivo. A situação exige atenção e uma solução rápida para evitar maiores danos ao clube e aos profissionais que nele atuam. Enquanto isso, os funcionários seguem na expectativa de que suas reivindicações sejam atendidas e que a situação se normalize o quanto antes.

