Maceió e a Coleta de Lixo Domiciliar
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025, Maceió alcançou uma impressionante taxa de 93,8% de domicílios com coleta direta de lixo. Este índice representa um desempenho superior à média nacional, que foi de 86,9% no mesmo período. Os dados foram divulgados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua e estão inseridos no módulo que analisa as Características Gerais dos Domicílios e Moradores.
Além da alta cobertura, o estudo revela que a destinação inadequada de resíduos sólidos é bastante reduzida na capital alagoana. Apenas 0,4% dos lares ainda optam pela queima do lixo em suas propriedades, e outro 0,7% utiliza destinos inadequados. Esses números refletem um avanço significativo em relação ao cuidado e à conscientização ambiental da população local.
Crescimento da Coleta Direta em Alagoas
O levantamento também expõe um aumento notável na coleta direta de lixo em todo o estado de Alagoas ao longo da série histórica iniciada em 2016. O índice de coleta saltou de 66,5% para 83,4% dos domicílios até 2025, o que representa um crescimento de 16,9 pontos percentuais. Esse progresso coloca Alagoas na terceira posição entre os estados que mais avançaram nesse quesito, atrás de Sergipe, que registrou um aumento de 22,3 pontos, e Maranhão, com 19,1 pontos percentuais.
Embora o avanço seja considerável, Alagoas ainda se encontra abaixo da média nacional, evidenciando a necessidade de esforços contínuos para melhorar a infraestrutura e os serviços de coleta de lixo. O relatório também aponta variações significativas entre áreas urbanas e rurais do estado.
Diferenças na Coleta entre Áreas Urbanas e Rurais
Os dados mostram uma diferença acentuada no acesso à coleta regular de lixo, especialmente fora dos centros urbanos. Nas áreas rurais, a queima de lixo ainda atinge 47,1% dos domicílios, um número expressivo que destaca os desafios enfrentados pelas comunidades mais afastadas. Em contraste, as áreas urbanas apresentam um índice de apenas 0,6%, refletindo uma realidade bastante distinta.
É importante ressaltar a queda na prática de queima de lixo, que foi de 13,8% em 2016 para 9,5% em 2025 nas zonas rurais. Isso indica um progresso, embora modesto, na conscientização ambiental e nas práticas de manejo de resíduos. A pesquisa, portanto, não apenas revela os avanços, mas também aponta onde ainda há espaço para melhorias significativas.
O resultado da pesquisa do IBGE não só ilumina a situação da coleta de lixo em Maceió e Alagoas, mas também serve como um alerta para políticas públicas mais efetivas. A implementação de estratégias que garantam acesso igualitário à coleta de lixo e que incentivem práticas sustentáveis é essencial para um futuro mais limpo e saudável para a população.

