Iniciativa Focada na Saúde Infantil
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) está promovendo a capacitação de profissionais de saúde para o uso do anticorpo Nirsevimabe, que tem como objetivo principal a prevenção de doenças respiratórias em bebês e crianças. Este anticorpo é fundamental na diminuição dos casos graves de bronquiolite, uma condição que afeta principalmente crianças com até dois anos, podendo levar à internação em casos mais severos. De acordo com Flúvia Amorim, superintendente da Vigilância em Saúde da SES, “O que a gente está fazendo aqui hoje é capacitando os profissionais para a aplicação e para a prescrição do Nirsevimabe. Ele é um anticorpo que vem pronto, que deve ser aplicado em bebês, principalmente prematuros e portadores de comorbidades, para evitar a bronquiolite pelo vírus Sincicial Respiratório (VSR)”. Esta formação é essencial, visto que a vacina não substitui o uso do anticorpo.
Os dados são alarmantes. A bronquiolite, causada pelo VSR, foi uma das principais razões para internações de crianças menores de dois anos em Goiás no ano de 2025. A SES registrou aproximadamente 1.900 casos da doença, resultando em 37 óbitos nesse grupo etário. Para enfrentar esse desafio, a distribuição do Nirsevimabe será realizada tanto na capital quanto nas regiões do interior do estado. Joice Dorneles, gerente de imunizações da SES, detalhou o processo: “O Ministério da Saúde distribui ao Estado essas doses do anticorpo. E, a partir disso, o Estado faz a distribuição com base no número total de bebês que nascem, o número de prematuros e a quantidade de crianças que têm comorbidades no estado”.
A capacitação dos profissionais é um passo crucial para assegurar que o Nirsevimabe seja usado adequadamente, garantindo que as crianças em maior risco recebam a proteção necessária. “Estamos trabalhando em uma distribuição eficaz para as regionais de saúde e também para as maternidades”, completou Dorneles.
A implementação desse tipo de iniciativa não apenas demonstra o compromisso do governo estadual em proteger a saúde das crianças, mas também destaca a importância da formação contínua dos profissionais de saúde. A atuação preventiva, neste contexto, é fundamental para evitar surtos de doenças respiratórias que podem ser devastadores para os mais novos.

