Disputa pelo Senado em Alagoas: dois grupos tradicionais frente a frente
A corrida pelas duas vagas do Senado por Alagoas destaca a rivalidade entre os grupos políticos dos Lira e dos Calheiros, que dominam a cena local há décadas. Nesta eleição, sete candidatos com perfis diversos se apresentam, buscando conquistar a preferência do eleitorado alagoano.
Entre os candidatos, estão nomes já conhecidos do eleitorado, como Arthur Lira (PP) e Renan Calheiros (MDB), além de Marina JHC (PSDB), esposa do ex-prefeito de Maceió e candidato ao governo JHC. Também concorrem Davi Davino Filho (Republicanos), Dr. Wanderley (MDB), Alexandre Fleming (UP) e Mariedson (Democrata). Cada eleitor tem direito a votar em dois candidatos, e os dois mais votados serão eleitos para mandatos de oito anos no Senado Federal.
Perfis e trajetórias dos candidatos ao Senado por Alagoas
Alexandre Fleming é natural de São Gonçalo (RJ) e atua como professor, historiador, escritor e dirigente sindical. Já presidiu o Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional em Alagoas. Seu patrimônio declarado é de R$ 3,81 milhões, e concorre pelo partido UP, sem coligação.
Arthur Lira, nascido em Maceió, é advogado, agropecuarista e empresário, com patrimônio declarado de R$ 25,96 milhões. Iniciou sua carreira política como vereador entre 1993 e 1999, foi deputado estadual até 2011 e, desde então, exerce mandato na Câmara dos Deputados, tendo presidido a Casa entre 2021 e 2025. Lira concorre pelo PP, integrado na coligação Alagoas Gigante II.
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Davi Davino Filho, natural do Rio de Janeiro, é empresário e já foi deputado estadual em Alagoas em dois mandatos distintos. Em 2022, buscou uma vaga no Senado pelo Republicanos, partido pelo qual disputa novamente. Seu patrimônio declarado é de R$ 1,41 milhão.
Dr. Wanderley vem de Cacimbinhas (AL) e tem formação médica, além de atuar como professor. Foi secretário estadual de Saúde (1995-1997), vice-governador de Alagoas em dois períodos (2007-2011 e 2022-2023) e atualmente é deputado estadual. Seu patrimônio declarado é de R$ 3,53 milhões, e concorre pelo MDB na coligação Pra Alagoas Fazer História de Novo.
Mariedson é vigilante e natural de Joaquim Gomes (AL). Não possui cargos eletivos anteriores e disputa pelo Democrata, sem coligação, com patrimônio declarado de R$ 3,81 milhões.
Marina JHC, empresária e natural de Cuiabá (MT), foi primeira-dama de Maceió de 2021 a 2026. É casada com JHC, candidato ao governo de Alagoas, e disputa pelo PSDB na coligação Alagoas Gigante II. Seu patrimônio declarado é o mais elevado entre os concorrentes, com R$ 47,04 milhões.
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Renan Calheiros, natural de Murici (AL), advogado e pecuarista, possui extensa trajetória política. Foi deputado estadual e federal antes de se tornar senador em 1995, presidindo o Senado em dois períodos. Seu patrimônio declarado é de R$ 3,55 milhões, e concorre pelo MDB dentro da coligação Pra Alagoas Fazer História de Novo.
Pesquisa Quaest revela cenário competitivo para o Senado
Levantamento do instituto Quaest, realizado entre 21 e 24 de setembro com 804 eleitores, mostra Marina JHC e Arthur Lira liderando a disputa, ambos com 20% das intenções de voto. Renan Calheiros aparece logo atrás, com 17%, tecnicamente empatado com os líderes dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Davi Davino Filho e Dr. Wanderley pontuam 10% e 7%, respectivamente, enquanto Mariedson e Alexandre Fleming não alcançaram percentuais significativos na pesquisa. O instituto considera a soma das citações para o primeiro e o segundo voto, já que cada eleitor pode escolher dois candidatos ao Senado. No primeiro voto, Marina JHC lidera com 25%, seguida por Arthur Lira (23%) e Renan Calheiros (21%). No segundo voto, Lira tem 16%, Marina 15% e Renan 14%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número AL-09692/2026, reforçando o cenário de disputa acirrada entre os grupos tradicionais e os candidatos emergentes.

