Celebração de 90 Anos do Bloco Vulcão
Tradição, segurança e muita folia marcaram a celebração dos 90 anos do Bloco Vulcão, em Maceió, no último domingo (8). Nem mesmo as intensas chuvas que caíram sobre a cidade foram capazes de desanimar os foliões que participaram deste evento histórico, promovido pela Polícia Militar de Alagoas (PM/AL). A festa, que contou com a Banda Vulcão do Centro Musical da PM, arrastou uma multidão que cantou e dançou ao som de ritmos animados como frevo e axé.
O Bloco Vulcão, carinhosamente conhecido por muitos como o bloco mais seguro do Brasil, é também o mais antigo em atividade, com nove décadas de história. Mais uma vez, a alegria tomou conta das prévias carnavalescas na orla marítima de Maceió, especialmente no dia que ficou conhecido como Banho de Mar à Fantasia, atraindo policiais militares, veteranos, familiares e amigos, além da sociedade civil em geral.
A festa teve início no Espaço Geruza Malta, onde aos domingos é realizado o Programa Vem Ver a Banda Tocar, esquentando os ânimos para a grande celebração. A concentração inicial serviu como um aquecimento, preparando todos para o emocionante cortejo que se desenrolou nas ruas da cidade. Partindo do Marco dos Corais até a famosa Roda Gigante de Maceió, o desfile deste ano também homenageou os 194 anos da PM-AL, celebrados no dia 3 de fevereiro.
A Segurança e a Cultura em Primeiro Plano
O coronel Neyvaldo Amorim, subcomandante-geral da PM, destacou a importância do evento. “São 90 anos de um bloco de família, um bloco dos militares. A PM tem um papel fundamental na segurança pública, e, neste último domingo de prévias, os militares puderam aproveitar a festa com seus familiares, antes de se mobilizarem para a segurança do Carnaval”, disse. Ele acrescentou que essa celebração é uma marca significativa que merece ser comemorada.
O tenente-coronel Sílvio Lúcio, diretor de Comunicação Social da PM, ressaltou o aspecto social do evento. “A festa se transforma em solidariedade. Este é um bloco que se consolidou ao longo de 90 anos como uma atividade sem fins lucrativos. É um bloco do povo e para o povo, onde não é necessária a compra do abadá para participar, mas aqueles que fazem a doação de alimentos não perecíveis contribuem com instituições filantrópicas”, explicou.
A alegria e a tradição estavam estampadas nos rostos dos presentes, mesmo para quem, como o professor Eraldo Ferraz, não estava com o estandarte, o símbolo maior do bloco. Ele expressou sua felicidade em participar, apesar da chuva. “O Vulcão é uma maravilha e a gente não pode deixar de estar presente”, afirmou, enquanto espalhava sorrisos por onde passava.
Segurança e Tradição nas Ruas de Maceió
Entre as autoridades que prestigiaram o evento estavam o coronel Fernando Gláucio, diretor de Finanças da PM, e outros altos oficiais. A tenente-coronel Josiene Lima, atual superintendente do Programa Ronda no Bairro, também esteve presente, destacando que a organização do Bloco Vulcão começa muito antes do dia da festa, envolvendo ensaios dos músicos e a captação de recursos.
O hino do Bloco Vulcão, “Toque de Reunir”, interpretado pela Banda da PM, ecoou durante todo o desfile, trazendo à tona um sentimento de honra e alegria. A sargento Cláudia Pollyane, uma das vozes da banda, comentou sobre a evolução do evento ao longo dos anos, celebrando a rica cultura que o Bloco representa.
Para garantir a tranquilidade dos foliões, o Banho de Mar à Fantasia contou com uma ordem de policiamento específica. Mais de 160 policiais foram mobilizados, garantindo a segurança ao longo da orla, que foi dividida em setores para uma cobertura mais eficaz. Junto ao Comando de Policiamento da Região Metropolitana (CPRM), equipes de diferentes batalhões da PM participaram da operação, assegurando que a festa ocorresse sem incidentes.
A História do Bloco Vulcão
O Bloco Vulcão nasceu em 1936, como uma solução para os policiais que não podiam participar das festividades do Carnaval. A ideia surgiu com músicos da PM, que propuseram um desfile após as festas. Desde então, tornou-se uma tradição, desfilando no final de semana anterior ao Carnaval, especialmente durante o Banho de Mar à Fantasia, atraindo multidões.
A história do bloco passou por altos e baixos, com períodos de suspensão, mas sempre renasceu com força. Após um hiato, o Vulcão retomou suas atividades em 1974 e, desde então, consolidou-se como uma das principais tradições de Maceió. Nos últimos anos, mesmo enfrentando desafios como a pandemia, o Bloco conseguiu se reinventar, garantindo sua continuidade e celebrando agora 90 anos de história e cultura.
À medida que o Bloco Vulcão se aproxima de seu centenário, ele permanece vivo na memória cultural dos alagoanos, celebrando sua rica história e garantindo que a alegria e a união sejam sempre o foco de suas festividades.

