AFPA Celebra Sucesso e Formação de Novos Judocas
No ano de 2025, a Associação dos Faixas Pretas de Alagoas (AFPA) alcançou um marco significativo para o judô alagoano, promovendo um total de 580 judocas em diversas categorias. A cerimônia também marcou a graduação de três novos senseis: Letícia Silva Nunes, Júlio César Araújo Tavares e Celson Antônio dos Santos. Este avanço expressivo reflete não apenas o esforço dos atletas, mas também a metodologia aplicada pelos professores distribuídos entre os quatro polos da AFPA e as escolas parceiras.
As festividades, que incluíram a troca de faixas e a entrega de certificados, foram organizadas pela Comissão Estadual de Graduação da Federação Alagoana de Judô (FAJU), realizadas no Auditório Lauthenay Perdigão, da Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude (SELAJ). O presidente fundador da AFPA, sensei Weydner Wellinsson da Silva, expressou sua satisfação com o crescimento da entidade e o fortalecimento do judô em Alagoas.
“Estamos testemunhando um momento de grande maturidade da AFPA. É gratificante ver as sementes que plantamos gerando frutos. Essa é uma trajetória marcada por lutas e desafios, mas sempre acreditando que o judô transforma vidas, promovendo saúde, cidadania e inclusão. Os novos faixas-pretas têm histórias únicas e trajetórias inspiradoras, e estamos aqui para apoiá-los em suas jornadas”, ressaltou Weydner.
Três Novos Faixas-Preta: Histórias de Superação
As novas graduações simbolizam a dedicação e o comprometimento de três jovens promissores do judô. Letícia Nunes, primeira sensei mulher formada pela AFPA, destaca-se por sua trajetória marcada pela disciplina e superação pessoal. Ela começou sua jornada na arte marcial em 2018 e, com o apoio do seu tio e sensei, Landerson, construiu uma carreira sólida. Letícia emocionou-se ao compartilhar a memória de Pedro Anísio, seu parceiro de tatame, que faleceu recentemente, mas cuja influência permanece forte em sua vida.
“O judô me ensina a ter disciplina e foco. A perda do Pedro foi um grande impacto para mim, mas decidi fazer o exame por ele. O judô é uma parte de quem sou, e sei que ele estaria orgulhoso de mim”, disse Letícia.
Outra história inspiradora é a de Júlio Cezar, que começou a treinar judô aos seis anos. Com uma trajetória de conquistas, ele se tornou o primeiro medalhista brasileiro regional da Associação e continua a acumular títulos importantes. “O judô e a AFPA me proporcionaram tantas oportunidades. Ser eleito representante dos atletas foi uma honra imensa”, compartilhou Júlio.
Celson Antônio também é um exemplo de perseverança. Originado de um projeto social em Porto de Pedras, ele não apenas conquistou seu lugar na faixa-preta, mas agora atua como professor de Educação Física e instrutor do polo que o revelou. “Essa conquista representa não só meu esforço, mas de toda a comunidade. A AFPA é como uma família, e estou animado para continuar aprendendo e ensinando”, afirmou Celson.
Um Futuro Promissor para a AFPA
Com a promoção dos novos senseis, a AFPA agora conta com um total de 10 professores qualificados. Além das graduações, o clube também se destacou ao conquistar o vice-campeonato alagoano pela FAJU e ao classificar 24 atletas para o Campeonato Brasileiro Regional. Durante o evento “Melhores do Ano FAJU 2025”, a AFPA foi reconhecida como um dos três melhores clubes do estado.
Além disso, dois atletas foram convocados para a seletiva nacional da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), e a AFPA recebeu o prêmio de “Amiga do Desporto Escolar” pela Federação Alagoana de Esportes Escolares (FAEC). O coordenador de projetos, Carlos Sandes, destacou que o sucesso alcançado em 2025 se deve a um planejamento cuidadoso e a um olhar voltado para o impacto social do judô.
“Temos investido na capacitação e na presença ativa em fóruns estaduais e nacionais. O próximo ano promete ainda mais conquistas e resultados positivos para a AFPA e seus atletas”, concluiu Sandes.

