Fiscalização Rigorosa em Alagoas
No dia 8 de janeiro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou uma ação de fiscalização em um shopping de Maceió, que resultou na apreensão de aproximadamente R$ 12 mil em produtos irregulares. A operação visou a comercialização de cerca de 50 itens, principalmente celulares, que não cumpriam as normas de segurança e qualidade exigidas no Brasil. A ação foi fruto de um planejamento estratégico baseado em informações obtidas durante as fiscalizações realizadas na Black Friday do ano anterior.
Na avaliação do conselheiro da Anatel, Edson Holanda, a ação em Alagoas demonstra o compromisso da agência em coibir a venda de equipamentos que desconsiderem a segurança do consumidor. “A atuação em Alagoas evidencia que a Anatel não tolera a comercialização de produtos que ignorem a segurança do consumidor”, afirmou. Ele reforçou a importância de verificar a presença do Selo de Certificação da Anatel nos dispositivos, enfatizando que todos os equipamentos que emitem radiofrequência devem ser devidamente certificados.
Além dos celulares, a fiscalização também apreendeu uma variedade de acessórios e dispositivos eletrônicos que estavam sem a certificação necessária. Essa ação é parte do Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP) da Anatel, que busca proteger os consumidores e a economia formal do país.
A Integração da Fiscalização
A superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Fonseca Teles, ressaltou que as informações coletadas durante as ações na Black Friday foram cruciais para o sucesso da operação em Maceió. “A fiscalização pós-Black Friday demonstra que estamos focados em combater a concorrência desleal, protegendo a economia formal”, analisou. Essa contínua vigilância é um esforço para garantir que os consumidores não sejam expostos a produtos de baixa qualidade e potencialmente perigosos.
Marcio Henrique Souza, gerente da Anatel Alagoas, também destacou a importância da fiscalização constante. Durante as operações da Black Friday, a Anatel lacrou 32 aparelhos celulares irregulares, avaliados em aproximadamente R$ 45 mil, além de outros produtos de telecomunicações. A recente operação, além do valor lacrado, reafirma a necessidade de um controle rigoroso do mercado.
Souza enfatizou que a retirada de produtos não homologados do mercado é essencial para prevenir acidentes, como curtos-circuitos e explosões, além de assegurar que os consumidores tenham acesso a equipamentos que realmente atendam às suas expectativas. “Estamos trabalhando para garantir que o consumidor receba um equipamento que realmente entrega o que promete”, afirmou.

