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    Início»Política»Projeto de Ângela Garrote Garante Afastamento de Servidoras Vítimas de Violência Doméstica
    Política

    Projeto de Ângela Garrote Garante Afastamento de Servidoras Vítimas de Violência Doméstica

    11 de março de 2026
    Projeto de Ângela Garrote Garante Afastamento de Servidoras Vítimas de Violência Doméstica
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    Iniciativa de Proteção às Servidoras Atingidas pela Violência

    No plenário da Assembleia Legislativa, realizado na última terça-feira, 10, os parlamentares analisaram 24 processos na pauta da sessão ordinária. Um dos principais destaques foi o projeto de lei ordinária nº 1346/2025, apresentado pela deputada Ângela Garrote (PP). Com objetivo claro, a proposta pretende garantir às servidoras públicas que são vítimas de violência doméstica e familiar o direito ao afastamento do trabalho por até seis meses. Essa medida visa proteger a integridade física e psicológica das mulheres afetadas. O afastamento poderá ser solicitado com base em documentação que comprove a situação de violência, como medidas protetivas ou boletins de ocorrência, conforme estipulado no artigo 98-A do projeto. A matéria já foi discutida em segundo turno.

    Durante a apresentação da iniciativa, Ângela Garrote enfatizou a gravidade da violência contra a mulher, um problema que persiste em todo o mundo, incluindo o Brasil. A parlamentar trouxe dados relevantes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Instituto Datafolha, que revelam que a maioria da população brasileira percebeu um aumento nos índices de violência contra a mulher entre 2007 e 2017. A Região Nordeste lidera essa percepção, com 76% dos entrevistados, seguida pela Região Sudeste, com 73%.

    Dados Alarmantes Sobre Violência de Gênero

    O levantamento destacou que, em 2016, dois em cada três brasileiros presenciaram casos de mulheres sendo agredidas. Além disso, a pesquisa apontou que a percepção sobre a violência é mais intensa entre pessoas de pele preta ou parda, indicando uma vivência mais frequente desse tipo de situação. “Em Alagoas, essa realidade não é diferente. De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o estado registrou, em agosto de 2024, 5.658 violações contra a mulher. No entanto, apenas 882 denúncias foram formalizadas”, explicou a deputada. Na capital alagoana, Maceió, 2.465 casos de violação foram documentados, com 393 denúncias efetivas.

    Garrote ressaltou que a violência doméstica não apenas afeta a saúde das mulheres, mas também causa consequências físicas e psicológicas que impactam diretamente o ambiente de trabalho, influenciando o desempenho profissional. Ela pediu o apoio dos colegas parlamentares para a aprovação da proposta, que é vista como uma medida crucial de proteção.

    Outros Projetos Discutidos na Assembleia

    A sessão também incluiu a votação de outras matérias importantes. Entre elas, o projeto de resolução nº 155/2024, de autoria do deputado Delegado Leonam (União Brasil), que concede a Comenda de Mérito Vera Arruda à empreendedora alagoana Vanessa Adriana Pinheiro Tenório, foi aprovado em segundo turno. Além disso, o projeto de resolução nº 302/2025, de Leonam, que outorga a Comenda Napoleão Barbosa a Emerson de Melo Tenório, obteve sua primeira aprovação.

    Em um turno único, foi discutida a indicação nº 2071/2026, de autoria do deputado Silvio Camelo (PV), que solicita ao Governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda, a criação de um tratamento específico para contabilistas. Várias outras propostas foram abordadas, incluindo homenagens a cidadãos e iniciativas sociais relevantes, como a instituição do Dia do Radialista e o reconhecimento de patrimônios culturais.

    Outras propostas relevantes como a do deputado Ângela Garrote, que também aborda medidas de combate à violência contra a mulher, foram debatidas, reafirmando a necessidade de ações efetivas no enfrentamento dessa questão tão urgente.

    Ângela Garrote proteção às mulheres servidoras públicas violência doméstica
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