Advogado Sob Suspeita de Fraude
Na manhã desta quarta-feira, 15, a Polícia Civil de Alagoas prendeu o advogado Rodolfo Vilela Nunes, implicado em um esquema que supostamente movimentou mais de R$ 80 milhões através de fraudes. Ele está registrado na OAB Alagoas sob o número 12998.
A prisão faz parte da Operação “Dr. Golpe”, conduzida pela Delegacia de Estelionatos. Segundo as investigações, o grupo liderado por Rodolfo elaborava processos judiciais fictícios, cobrava taxas inexistentes e promovia a venda de imóveis utilizando documentos falsificados, o que configura uma série de crimes.
De acordo com a Polícia Civil, duas vítimas já registraram perdas que superam R$ 8 milhões. O advogado utilizava sua posição profissional para conferir um ar de legalidade às ações fraudulentas, enganando, assim, as vítimas.
Esse não é o primeiro escândalo envolvendo Rodolfo Vilela Nunes. Ele já foi indiciado por outros crimes, como furto, receptação e estelionato. Além disso, responde a um processo movido por uma ex-locatária referente a cobranças de aluguel, danos em móveis e avarias em uma porta, conforme o processo número 0700298-63.2026.8.02.0080.
Junto à prisão do advogado, outras oito pessoas ligadas ao esquema também foram alvo de medidas pela Polícia Civil. As ações estão relacionadas à lavagem de dinheiro e à ocultação da origem dos recursos obtidos de maneira ilícita. Durante a operação, imóveis e veículos de alto valor foram apreendidos, considerados pela investigação como indícios do enriquecimento ilícito do grupo.
Os bens confiscados e a documentação recolhida se tornam parte do inquérito policial, que visa esclarecer a estrutura da organização criminosa e identificar outros possíveis beneficiários e vítimas que ainda não formalizaram denúncias.
O EXTRA tentou contatar Rodolfo Vilela Nunes por meio do número registrado no Cadastro Nacional dos Advogados, mas não obteve resposta.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas se manifestou sobre o caso, afirmando que tomou ciência das alegações envolvendo o advogado e que a Comissão de Prerrogativas está acompanhando o caso para garantir que o devido processo legal seja respeitado. A OAB/AL destacou que “garantirá o respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. Contudo, sendo comprovada eventual irregularidade, adotará as medidas cabíveis. A Seccional reafirma seu compromisso com a defesa das prerrogativas profissionais, sem tolerar o uso indevido da profissão para práticas ilícitas”.

