Um Atendimento Abrangente em Maceió
O acolhimento institucional é um serviço vital que oferece proteção a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em Maceió, esse serviço é realizado em nove unidades espalhadas pela cidade, cada uma delas equipada com infraestrutura que atende às necessidades dos usuários. Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Social, Primeira Infância e Segurança Alimentar de Maceió (Semdes), de janeiro a novembro de 2025, 1.030 pessoas foram atendidas nas diversas unidades de acolhimento do município.
A infraestrutura adequadamente projetada permite aos abrigos oferecer um ambiente seguro e confortável, fundamental para as crianças e adolescentes que ali residem. Durante o ano, várias intervenções foram realizadas, como pintura e reparos hidráulicos e elétricos, além de melhorias nas áreas comuns, tudo para garantir um espaço acolhedor para os usuários e as equipes que trabalham nas unidades.
Iniciativas Focadas na Comunidade Warao
Outro destaque em 2025 foi a implementação de ações direcionadas à Unidade de Acolhimento Warao. Esta unidade promoveu a garantia de direitos e a proteção social de 15 famílias da etnia Warao, totalizando 62 pessoas assistidas. Todas elas estão cadastradas no Cadastro Único e se beneficiam de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o auxílio gás. O acompanhamento das famílias é feito por equipes especializadas, assegurando que seus direitos sejam respeitados.
Além do suporte financeiro, quatro famílias acolhedoras têm membros inseridos em atividades remuneradas pela Prefeitura, contribuindo para a autonomia financeira. As crianças da etnia Warao estão matriculadas na rede pública municipal de ensino, e os adultos participam do programa Brasil Alfabetizado. O acolhimento também conta com apoio de serviços de saúde, como o Consultório na Rua, que faz um atendimento específico para as pessoas em situação de vulnerabilidade.
Documentação e Inclusão Social
As ações implementadas também visam facilitar o acesso à documentação, como Carteira Digital do Trabalho e Carteira de Identidade, além de promover a regularização no país. Tais iniciativas contribuem para o fortalecimento identitário e a segurança alimentar das famílias acolhidas. Oficinas práticas para inserção no mercado de trabalho também fazem parte das ações desenvolvidas, tudo conforme previsto na Constituição Brasileira e na Lei Orgânica da Assistência Social.
O Papel da Família Acolhedora
O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) tem como lema “A tempestade passa e a vida continua”. Nessa modalidade, famílias recebem temporariamente crianças e adolescentes que, devido a situações de risco ou violação de seus direitos, foram afastados de suas famílias de origem por ordem judicial. Isso ocorre apenas após esgotadas outras alternativas de manutenção da criança ou adolescente junto à sua família nuclear.
Em agosto de 2025, um casal de irmãos, uma menina de 4 anos e um menino de 7 anos, foi acolhido por uma família em Maceió, marcando um importante passo na proteção à infância do município. A felicidade dos irmãos foi evidente ao conhecer sua nova família. “A gente já brincou e passeou juntos. E na casa nova tem cachorrinhos pra gente brincar. A gente gostou muito de ir à praia com eles. Eu e minha irmã estamos bem felizes”, compartilhou o menino.
Diferente da adoção, o acolhimento é temporário, podendo durar até 18 meses, e visa garantir que a criança ou adolescente retorne para a família de origem ou seja encaminhado para adoção. Antes de receber uma criança, as famílias passam por um treinamento com profissionais especializados, para estarem preparadas para essa responsabilidade significativa.
Durante a guarda provisória, as famílias acolhedoras não estão sozinhas; contam com auxílio financeiro, suporte de uma equipe profissional e o apoio de uma ampla rede de proteção. Essa assistência é fundamental para garantir que todos os cuidados relacionados à saúde, educação e convivência familiar sejam devidamente atendidos.

