Silêncio de Líderes em Meio ao Desastre
A tragédia gerada pela Braskem em Maceió, que resultou em rachaduras e até afundamento em cinco bairros, deixou milhares de moradores em situação de vulnerabilidade. Apesar da gravidade do cenário, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez várias visitas à cidade durante seu mandato, mas não se pronunciou sobre o desastre. Essa ausência de posicionamento refletiu uma indiferença preocupante em relação às vítimas.
Agora, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente da presidência, a história se repete. Após uma recente visita a Maceió, o atual presidente também deixou de se manifestar sobre a tragédia, ignorando o sofrimento da população afetada pelo que é considerado o maior desastre ambiental em área urbana do Brasil. Essa falta de empatia e ação é alarmante, especialmente considerando o papel da Petrobras, uma empresa pública com significativa participação na Braskem.
Ambos os presidentes, independentemente de suas ideologias, parecem priorizar interesses econômicos em detrimento do bem-estar da população e da proteção ambiental. Essa convergência de atitudes entre líderes que, de início, se mostraram opostos, levanta questionamentos sobre a verdadeira prioridade do governo: as pessoas ou os lucros?
Essa situação revela a necessidade urgente de uma mudança na abordagem em relação a desastres ambientais. A população afetada clama por apoio, e é fundamental que as autoridades reconheçam sua responsabilidade e se posicionem de maneira ativa e solidária, demonstrando um compromisso real com a defesa dos interesses da sociedade e da natureza.
Historicamente, o silêncio dos governantes em momentos críticos gera uma sensação de abandono entre os cidadãos. Precisamos urgentemente de líderes que não apenas visitam as áreas afetadas, mas que também oferecem apoio e soluções concretas para a população em risco. A maneira como esses líderes respondem a crises pode definir não apenas suas legados pessoais, mas o futuro de toda uma comunidade.

