Nova Tecnologia ForensScope em Ação
O Instituto de Criminalística de Maceió (ICM) fez uso inédito do tablet ForensScope na investigação de um duplo homicídio ocorrido no bairro Antares, na capital alagoana. Essa inovação tecnológica marca um passo significativo para a perícia criminal em Alagoas, uma vez que possibilita a identificação de evidências que, de outra forma, poderiam ser ignoradas por métodos tradicionais.
Durante a análise da cena do crime, a equipe de peritos realizou um escaneamento minucioso de paredes, pisos, móveis e equipamentos eletrônicos em busca de microvestígios. Essa abordagem integrada contou com a participação de peritos especializados, assegurando resultados eficazes já na primeira utilização do dispositivo.
Resultados Promissores e Eficácia do ForensScope
O perito criminal Gabriel Feitosa comentou que, durante a avaliação inicial do local, constatou-se que as condições do ambiente favoreciam a preservação de vestígios papiloscópicos. Em virtude disso, a equipe decidiu utilizar o ForensScope para realizar uma varredura minuciosa em busca de elementos que pudessem esclarecer a autoria do crime.
“Os resultados obtidos foram extremamente satisfatórios. A aquisição desse equipamento é um marco relevante para o Instituto de Criminalística. O ForensScope permitiu localizar impressões latentes, que são invisíveis a olho nu, com uma eficiência notável e qualidade superior em comparação aos métodos tradicionais”, ressaltou Feitosa.
Além de Gabriel, os peritos Lincoln Machado e Nicholas Passos, também da área de Microvestígios, contribuíram para a análise. Eles identificaram uma impressão palmar e diversas impressões digitais latentes em superfícies variadas, como o vidro de uma janela e as paredes da residência, evidenciando a eficácia do equipamento em casos de crimes violentos.
Impacto da Tecnologia nas Investigações
Os peritos enfatizaram que a adoção de tecnologias como o ForensScope representa um avanço significativo na detecção e revelação de impressões digitais em cenas de crime. O uso deste equipamento não só aumenta a eficiência dos exames periciais, mas também amplia a capacidade de identificação de vestígios papiloscópicos latentes.
“Com essa tecnologia, conseguimos identificar impressões digitais no próprio local do crime, reforçando a prova material e contribuindo para uma melhor elucidação dos fatos, especialmente em relação à definição de autoria em crimes violentos”, acrescentou Lincoln Machado.
Próximos Passos da Investigação
As impressões digitais coletadas foram enviadas para análise técnica na Seção de Microvestígios do ICM. Caso apresentem características suficientes, essas impressões serão inseridas no Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (ABIS), onde serão comparadas com dados disponíveis nos bancos civis e criminais da Polícia Científica de Alagoas, visando identificar possíveis suspeitos.
Essa implementação do ForensScope ilustra um compromisso da Polícia Científica de Alagoas com a modernização e a eficácia nas investigações, destacando a importância da tecnologia na resolução de crimes e na garantia de justiça.

