Reflexões sobre a globalização e suas implicações na economia brasileira
O livro “O Engodo da Globalização”, lançado por Laurentino Veiga em 2001 com o apoio da Fundação Municipal de Ação Cultural, traz uma análise contundente sobre os desafios e nuances da globalização. Prefaciado pelo Presidente do Conselho Regional de Economia de Alagoas, Antônio Arnaldo Camelo, a obra é um convite à reflexão sobre a realidade econômica do Brasil e a interação deste com o fenómeno global. Camelo destaca a importância do trabalho de Veiga, reforçando sua presença como um membro ativo em diversos colegiados e seu compromisso com a sociedade alagoana.
No prefácio, Camelo descreve Veiga como um pensador que apresenta sua análise de forma sucinta e objetiva, combinando profundidade com clareza. O livro se torna, assim, uma ferramenta essencial para aqueles que buscam entender o passado e as complexidades do presente que afetam a economia brasileira.
Durante mais de duas décadas, Laurentino Veiga lecionou no CESMAC, acumulando experiências que agora compartilha com o público através deste livro. O autor buscou não apenas imortalizar suas ideias, mas também fornecer uma base sólida para alunos e cidadãos alagoanos compreenderem melhor os fenômenos econômicos que os cercam. Em sua obra, Veiga explora uma variedade de temas, como a globalização da economia, o papel do Estado e questões salariais, entre outros.
Temas Abordados no Livro
Entre os tópicos que Veiga discute em “O Engodo da Globalização” estão a transição do “welfare state” para a globalização, a celebração do Dia do Economista e uma análise crítica de situações como a crise brasileira e a industrialização. Ele aborda a questão do Polo e o impacto da inflação, revelando um panorama multifacetado da economia nacional.
A obra também se debruça sobre questões mais amplas, como a geopolítica do Brasil e o papel das multinacionais na economia global. Veiga critica a inexorabilidade da globalização e as políticas neoliberais, refletindo sobre como esses fatores influenciam o crescimento e o desenvolvimento do país.
Um dos pontos altos do livro é o destaque dado ao neoliberalismo. Laurentino cita a célebre frase de Kenneth Arrow, Prêmio Nobel de Economia: “Os economistas produzem bons diagnósticos, mas não garantem boas terapêuticas”, ressaltando a dificuldade de encontrar soluções viáveis para os problemas enfrentados. Essa crítica ressoa em um país onde a globalização se tornou uma discussão cotidiana nas casas, empresas e universidades.
Desmistificando a Língua do Economês
Embora o tema da globalização se tenha tornado mais presente no debate público, muitas vezes as pessoas se sentem perdidas com a linguagem técnica associada a ele. A chamada “economês” pode soar como um enigma, especialmente para quem não tem formação na área. Este é um dos desafios que Veiga tenta abordar, oferecendo uma linguagem mais acessível para leigos interessados em compreender a realidade econômica brasileira.
As orelhas do livro foram escritas pelo saudoso poeta Jucá Santos, que descreve Veiga como um jornalista atento às questões econômicas do Brasil, aplaudindo sua iniciativa de escrever sobre temas tão relevantes. Santos deseja que “O Engodo da Globalização” encontre seu espaço nas discussões sociais, ressaltando a importância de se abordar as dificuldades que a sociedade enfrenta.
Assim, a obra de Laurentino Veiga se apresenta não apenas como um compêndio de ideias, mas como um convite à reflexão sobre a globalização e suas implicações na economia do Brasil. Com uma narrativa que mistura experiências pessoais e análise crítica, “O Engodo da Globalização” se torna uma leitura essencial para aqueles que desejam entender melhor o contexto econômico em que estão inseridos.

