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    Cultura

    Exploração Artística em ‘Entre Águas e Terras, Margens Tecnológicas’ na FCC

    14 de janeiro de 2026
    Exploração Artística em 'Entre Águas e Terras, Margens Tecnológicas' na FCC
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    Uma Coletiva Reflexiva sobre o Ambiente

    O Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), situado no Centro Integrado de Cultura (CIC), está com uma programação especial até o dia 2 de fevereiro de 2026. A exposição intitulada ‘Entre Águas e Terras, Margens Tecnológicas’ oferece uma visão intrigante e provocativa por meio da videoarte, reunindo talentos de artistas brasileiros e argentinos. Esta coletiva apresenta uma reflexão profunda sobre as causas ambientais que impactam nosso planeta e os diversos modos de existência que moldam nossa relação com a natureza.

    A visitação é gratuita e acontece de terça-feira a domingo, das 10h às 21h, permitindo que o público tenha amplo acesso a esta experiência artística. Os curadores da mostra ressaltam a urgência de reflexões sobre o espaço que compartilhamos com outras espécies e como nosso comportamento pode ser considerado ameaçador para o meio ambiente. Em suas palavras, “muitos de nós ainda não desistimos de pensar sobre este espaço que repartimos com outras espécies, interrogando nosso papel como a espécie mais ameaçadora que habita sob este céu e sobre esta terra.”

    A exposição surge em um momento crítico, onde questões como o degelo das calotas polares e a degradação dos ecossistemas florestais ganham destaque nas discussões ambientais. Os artistas que compõem a mostra, muitos dos quais são já reconhecidos nas linguagens da videoarte, videoinstalação e videoperformance, manifestam sua sensibilidade para as causas ambientais e os fatores que possibilitam nossa continuidade no planeta.

    Artistas em Destaque e Curadoria

    Com uma curadoria elaborada por Eneleo Alcides, Mário Oliveira, Nara Cristina Santos, Raul Antelo e Rosangela Cherem, a exposição apresenta obras de 15 artistas e duplas, representando a diversidade cultural e artística do Brasil e da Argentina. Dentre os participantes estão nomes como Carol Berguer, Clara Fernandes, Damián Anache, Eneléo Alcides, e Fernando Codevilla, além da dupla FRAD (Florencia Rugiero e Andrés Denegri). Diversas outras vozes, como Lucas Bambozzi, Luciana Petrelli, Malen Otaño e Suyai Otaño, Mario Oliveira e Michele Monteiro, Raquel Stolf e Helder Martinovsky, Sara Ramos, Val Sampaio e Mariano Klautau Filho, Tirotti e Yara Guasque também estão representadas.

    Esta coletânea não se limita a expor obras, mas provoca uma reflexão crítica sobre a urgência de ações em prol da preservação ambiental. As obras expostas são um convite para que o público considere a interconexão entre tecnologia, natureza e a necessidade de um diálogo mais profundo sobre o futuro do nosso planeta.

    A equipe curatorial, ao trazer essa diversidade de artistas e experiências, amplia a discussão sobre os desafios contemporâneos que enfrentamos, evidenciando que a arte pode ser um poderoso veículo de conscientização e transformação social.

    A Importância da Arte na Reflexão Ambiental

    Arte e meio ambiente, de fato, caminham lado a lado nesta exposição. Através das lentes da videoarte, os artistas se utilizam de narrativas visuais para despertar no público a consciência sobre questões prementes, como a degradação ambiental e a necessidade de um olhar mais atento para o que nos cerca. O impacto das obras pode ser sentido não apenas esteticamente, mas também em um nível emocional, gerando um espaço de reflexão e diálogo.

    Portanto, ‘Entre Águas e Terras, Margens Tecnológicas’ não é apenas uma mostra de arte; é uma chamada à ação e à reflexão sobre o futuro que queremos construir. Com a combinação de criatividade e crítica social, a exposição promete deixar uma marca duradoura naqueles que a visitarem.

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