Iniciativa Focada em Inovação e Fortalecimento do SUS
O Ministério da Saúde lançou três Chamadas Públicas destinadas a apoiar pesquisas estratégicas que visam o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a promoção da produção científica no Brasil. Com um investimento total de R$ 57 milhões, as propostas serão avaliadas com ênfase em temas como terapias avançadas e baseadas em ácidos nucleicos, inovações em vacinas e pesquisas voltadas para a saúde da mulher.
Essa ação é realizada em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é voltada para pesquisadores que possuam doutorado e estejam vinculados a instituições científicas, tecnológicas e de inovação. Os interessados poderão submeter suas propostas até o dia 23 de fevereiro, por meio do site do CNPq.
Compromisso com a Ciência e Inclusão Social
A iniciativa reflete os princípios que orientam a política de ciência, tecnologia e inovação do Ministério da Saúde, promovendo atividades que favorecem a equidade e a inclusão de diversidade étnico-racial e de gênero. Além disso, busca incentivar a participação de recém-doutores e fomentar a cooperação em redes nacionais e internacionais.
De acordo com Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, as Chamadas Públicas são fundamentais para o desenvolvimento de novas tecnologias na área da saúde. Segundo ela, iniciativas como essa ampliam o acesso da população a tratamentos inovadores e garantem assistência qualificada no SUS.
“O investimento em pesquisa e inovação é um compromisso constante do Ministério da Saúde. Com isso, promovemos novos tratamentos, fortalecemos a ciência nacional e ampliamos o acesso à saúde para toda a população”, destacou a secretária.
Propostas e Estratégias de Tradução do Conhecimento
Para esta seleção de projetos, os proponentes devem apresentar desde o início estratégias de tradução do conhecimento, compreendendo ações transversais de educação, divulgação e popularização científica. Essas ações serão direcionadas a diferentes públicos, incluindo a comunidade científica, gestores governamentais, profissionais de saúde, comunidades locais e instituições de educação.
“Queremos garantir que a pesquisa tenha um impacto concreto no SUS, seja por meio do desenvolvimento de terapias e vacinas inovadoras, seja ampliando o acesso ao diagnóstico e reduzindo as mortes evitáveis entre mulheres”, afirmou Meiruze Freitas, diretora de Ciência e Tecnologia (Decit).
Investimentos em Vacinas e Tecnologias de Saúde
Em um esforço adicional, o governo federal destinará R$ 12 milhões para o desenvolvimento de vacinas inovadoras e plataformas tecnológicas que visam combater doenças emergentes e endêmicas, como dengue, Zika, chikungunya e oropouche. Este financiamento apoiará pesquisas em estágios pré-clínicos e clínicos iniciais, promovendo a produção científica nacional e a autonomia do Brasil na área de imunizantes.
O edital é fundamental para preparar o país frente a desafios futuros, apoiando estudos que buscam novas tecnologias, soluções de alto impacto e parcerias estratégicas, reduzindo assim a dependência externa na produção de vacinas e outros insumos de saúde.
Terapias Avançadas e Saúde de Precisão
A Chamada voltada para terapias avançadas conta com um investimento total de R$ 30 milhões e prevê o desenvolvimento de soluções inovadoras, como terapias gênicas e celulares, engenharia tecidual e tecnologias de saúde de precisão. Essa iniciativa integra as ações do Programa Nacional de Genômica e Saúde Pública de Precisão e é essencial para melhorar o acesso da população a tratamentos avançados, além de contribuir para a sustentabilidade do SUS.
O edital apoiará pesquisas aplicadas, projetos de recém-doutores e ações de capacitação, abrangendo desde a pesquisa básica até o escalonamento tecnológico.
Foco na Saúde das Mulheres
A Chamada que se concentra nas pesquisas relacionadas à saúde das mulheres terá como foco doenças como câncer de mama, colo do útero, câncer colorretal e a mortalidade materna evitável. Um total de R$ 15 milhões será destinado a soluções que contribuam para o diagnóstico precoce, a qualificação da assistência, a ampliação da cobertura vacinal contra o HPV e a organização das redes de atenção.
Serão abordados temas como algoritmos e modelos preditivos, telepatologia, telecolposcopia, inteligência artificial aplicada à detecção precoce de lesões e estratégias para prevenir mortes maternas, das quais 92% são consideradas evitáveis.

