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    Início»Política»JHC é o Prefeito Menos Rico entre os Milionários de Alagoas
    Política

    JHC é o Prefeito Menos Rico entre os Milionários de Alagoas

    6 de janeiro de 2026
    JHC é o Prefeito Menos Rico entre os Milionários de Alagoas
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    Análise dos Prefeitos Alagoanos

    Recentemente, a plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trouxe à tona dados sobre os prefeitos mais ricos de Alagoas. A informação impressiona, principalmente quando se observa que o atual prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PL), é o “menos rico” dentre os gestores com fortunas que superam a marca de R$ 1 milhão.

    O destaque vai para Adalberto Antero Torres, conhecido como Beto Torres (PP), que lidera a lista com um patrimônio estimado em R$ 15.253.886,51. Beto, que administra Belém, uma cidade com menos de cinco mil habitantes, se destaca não apenas por sua riqueza, mas também pela sua trajetória. Ele é um empresário de sucesso que acumulou bens significativos antes de entrar para a política.

    Belém, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,600, considerado médio, apresenta um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 17,7 milhões, segundo dados do IBGE de 2008. A fortuna de Beto Torres, divulgada nas suas declarações de bens, é um reflexo do seu sucesso empresarial.

    O Contexto dos Demais Gestores

    Além de Beto Torres, outros prefeitos também figuram entre os mais ricos, muitos deles já em seus segundo, terceiro ou até quarto mandatos. Essa continuidade no cargo sugere um certo grau de estabilidade e, possivelmente, uma relação próxima com a administração pública local.

    O quadro político em Alagoas nos apresenta uma realidade interessante: se analisarmos os dados de 2020, é possível notar que os patrimônios de muitos prefeitos aumentaram exponencialmente em um intervalo de poucos anos. Essa evolução no patrimônio levanta questões sobre a transparência nas declarações de bens.

    A lista dos prefeitos milionários em Alagoas é a seguinte:

    • Belém – Adalberto Antero Torres (Beto Torres – PP): R$ 15,2 milhões
    • Craíbas – Teófilo José Barroso Pereira (PP): R$ 5,8 milhões
    • Quebrangulo – Manoel Costa Tenório (PSDB): R$ 5,2 milhões
    • Jequiá da Praia – Carlos Felipe Castro Jatobá Lins (PP): R$ 4,3 milhões
    • Limoeiro de Anadia – James Marlan Ferreira Barbosa (PP): R$ 3,9 milhões
    • Penedo – Ronaldo Pereira Lopes (MDB): R$ 3,6 milhões
    • Paripueira – Carlos Abrahão Gomes de Moura (MDB): R$ 3,4 milhões
    • Coruripe – Marcelo Beltrão Siqueira (PP): R$ 2,9 milhões
    • Taquarana – Geraldo Cícero da Silva (MDB): R$ 2,1 milhões
    • Maceió – João Henrique Holanda Caldas (PL): R$ 1,8 milhão

    Reflexões sobre a Política Local

    Essa discrepância entre os patrimônios dos prefeitos levanta um questionamento intrigante: o que realmente está oculto nas declarações de bens? Há uma crença disseminada entre os observadores da política local de que muitos bens não registrados oficialmente podem estar em nome de terceiros, como amigos ou familiares, ampliando ainda mais a riqueza de alguns mandatários.

    É inegável que a política alagoana possui suas particularidades e nuances. A relação entre poder e riqueza, especialmente em uma escala local, merece escrutínio. Como mencionado, “Política é Política”, e a verdade pode ser mais complexa do que aparenta.

    Com isso, seguimos com o compromisso de informar com rigor e responsabilidade, mantendo a credibilidade que o jornalismo exige.

    “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

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