Cenário Eleitoral em Alagoas para 2026
A expectativa para as eleições de 2026 na Câmara dos Deputados em Alagoas é de que a renovação seja limitada. De acordo com análises feitas pelo blog do Edivaldo Junior e confirmadas pelo professor e analista político Marcelo Bastos, a vantagem é notável para os atuais mandatários. Bastos compartilhou suas observações durante o quadro ‘Momento Político’, exibido em seu Instagram.
Ao examinar os nove deputados federais eleitos em 2022, Bastos aponta que pelo menos sete deles têm boas chances de garantir seus mandatos novamente. Na verdade, dependendo da composição das chapas, todos os parlamentares em exercício podem ser reeleitos, embora sua avaliação indique que, no mínimo, seis devem conseguir sair vitoriosos, incluindo Álvaro Lira, filho de Arthur Lira, que herda as bases políticas do pai.
O Desafio da Disputa
O cenário político, embora desafiador, se resume a uma competição entre poucos. No atual contexto, menos de 20 nomes surgem como possíveis candidatos à vitória, apresentando uma dinâmica de dois concorrentes para cada vaga. No entanto, é importante frisar que a política vai além de números; aqueles que já ocupam cargos têm uma probabilidade maior de sucesso.
O sistema eleitoral atual, aliado à força das estruturas políticas e das bases municipais, configura um cenário onde as emendas parlamentares desempenham um papel vital. Cada deputado tem acesso a mais de R$ 50 milhões anualmente em emendas impositivas, totalizando cerca de R$ 200 milhões ao longo do mandato, recursos indispensáveis para fortalecer alianças e sustentar suas bases eleitorais.
Frentes e Candidatos
Para os candidatos a deputado federal, o principal desafio é conseguir uma vaga em uma chapa competitiva. Até o momento, três frentes principais estão estabelecidas: PSD, MDB e a federação PP/União. Outras frentes, como PL, Federação Brasil e Solidariedade, estão em processo de formação.
As chances indicam que a Federação PP/União pode eleger entre quatro e cinco candidatos, com possíveis nomes na disputa como Arthur Lira, Álvaro Lira, Marx Beltrão, Fábio Costa, Daniel Barbosa e Alfredo Gaspar. Além disso, a chapa pode incluir Nivaldo Albuquerque e Gunnar, que se destacam como opções viáveis.
Já o MDB tem potencial para eleger dois representantes e lutar pela terceira vaga, com nomes como Isnaldo Bulhões Junior, Rafael Brito, Chicão, Kil Freitas e Tereza Nelma na corrida.
No caso do PSD, a expectativa é de que consiga eleger um candidato e brigar pela segunda vaga, com a participação de Luciano Amaral, Rui Palmeira, Gustavo Lima e Júlio Cezar.
O PL está considerando encabeçar uma chapa com Marina Candia ou Eudócia Caldas, que também têm chances de conquistar uma vaga, enquanto a Federação Brasil pode formar uma chapa liderada por Paulão para competir por sobras.
A Solidariedade está se organizando para montar uma chapa na esperança de disputar também por vagas remanescentes. Além disso, há a possibilidade da inclusão de novos nomes nas chapas federais, como Fátima Santiado, Silvânia Barbosa, Chico Filho e Galba Netto, além da pastora Cláudia Balbino, com Olivia Tenório já confirmada na chapa do PP.
Um Jogo Incontável
Ao todo, considerando as composições já delineadas, há 16 nomes em disputa por nove vagas. Se contarmos o PT e o PL, esse número sobe para 18. Apesar de poucos candidatos, todos apresentam um nível elevado de competitividade.
Entretanto, é importante mencionar que a análise atual é apenas uma fotografia do momento. A dinâmica eleitoral pode alterar rapidamente, com novas movimentações potencialmente mudando o cenário. Candidaturas como a de Gaspar ao Senado ou uma possível migração de Daniel Barbosa, atualmente no PP, para outro partido podem redesenhar o panorama eleitoral. Essa, sem dúvida, é uma história que ainda está se desenrolando.

