Candidatura que Pode Transformar o Cenário Político
Os bastidores da política em Alagoas estão agitados neste final de ano, com a forte possibilidade de que Marina Candia, a primeira-dama de Maceió e natural de Cuiabá, decida concorrer a uma vaga no Senado em 2026. Embora nunca tenha ocupado um cargo eletivo anteriormente, seu nome vem ganhando destaque como um dos favoritos para a disputa por uma das duas vagas disponíveis no estado.
Se sua candidatura se confirmar, o cenário político alagoano poderá sofrer uma mudança significativa, já que atualmente dois nomes de peso estão na corrida: o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (PP), ambos com ampla notoriedade nacional.
Aos 35 anos, Marina tem se destacado por sua presença em eventos públicos ao lado do prefeito JHC (PL) e por suas postagens de elevado engajamento nas redes sociais. No Instagram, ela conta com 438 mil seguidores, superando tanto Lira (326 mil) quanto Renan (331 mil). Recentemente, Marina alterou seu perfil, passando de Marina Candia para Marina JHC, reforçando sua ligação com o prefeito.
Uma Trajetória Política em Ascensão
A entrada de Marina na política parecia uma questão de tempo. Inicialmente, havia a expectativa de que ela se lançasse a uma das nove vagas de Alagoas na Câmara Federal, cargo que seu marido, JHC, ocupou entre 2015 e 2020. No entanto, nas últimas semanas, seu nome começou a aparecer com frequência em pesquisas de intenção de votos para o Senado, onde tem se posicionado à frente dos veteranos Renan Calheiros e Arthur Lira.
Se Marina entrar na disputa e for eleita, garantirá a continuidade da presença da família no Senado, já que sua sogra, Eudócia Caldas (PL), atualmente exerce a função. Eudócia, que assumiu a vaga após a renúncia do ex-senador Rodrigo Cunha (Podemos) em 2024, não deverá se candidatar à reeleição, uma vez que seu desempenho nas pesquisas não é favorável.
Mercado Político e Planos de Candidatura
Em entrevista ao UOL, Marina Candia confirmou que está considerando seriamente a possibilidade de se candidatar. Ela destacou que a decisão dependerá de discussões com JHC e seu grupo político. “É um assunto que precisa ser debatido com JHC e com o grupo político do qual ele faz parte. No entanto, ele sempre apoiou meus projetos e minhas escolhas — e não será diferente agora, se eu decidir pela candidatura”, afirmou.
Marina também reconheceu que seu bom desempenho nas pesquisas está intimamente ligado ao apoio que JHC recebe, que frequentemente aparece em primeiro lugar nas sondagens para o Senado. No entanto, ela acredita que seu reconhecimento em Maceió também se deve ao trabalho que vem desenvolvendo em áreas como assistência social, esportes e empreendedorismo feminino.
O Futuro da Política em Alagoas
Inicialmente, o nome de JHC era o mais cogitado para a disputa de 2026, seja para o governo de Alagoas ou para o Senado. No entanto, em julho, rumores indicaram que ele teria firmado um acordo com o presidente Lula para que sua tia, Marluce Caldas, fosse indicada para uma vaga de ministra do STJ. Este arranjo possibilitaria que JHC permanecesse à frente da prefeitura em 2026, o que ajudaria as candidaturas de Renan Filho (MDB) ao governo, assim como as de Renan Calheiros e Arthur Lira ao Senado.
À medida que o cenário se desenrola, a política alagoana observa atentamente os passos de Marina Candia. Sua candidatura ao Senado pode não apenas alterar a dinâmica eleitoral, mas também trazer uma nova perspectiva para a representação feminina em um espaço tradicionalmente dominado por figuras masculinas.

