Avaliação das Estradas em Alagoas
Alagoas se sobressai na Pesquisa CNT de Rodovias 2025, obtendo o melhor desempenho geral entre os estados do Nordeste. O estudo fornece uma análise abrangente da infraestrutura rodoviária na região, destacando avanços significativos que favorecem a mobilidade, a logística e o desenvolvimento socioeconômico local.
Os dados revelam que mais de 47% da malha viária em Alagoas é classificada como em condição Boa ou Ótima, surpreendentemente sem nenhum trecho apontado como Péssimo. Esse resultado é um reflexo direto das políticas de manutenção contínua e dos investimentos estratégicos realizados, que se mostram benéficos para setores como turismo, indústria e agronegócio.
O levantamento abrangeu 30.294 quilômetros de rodovias pavimentadas, que incluem tanto trechos federais quanto estaduais, representando 26,5% do total analisado no Brasil. Apesar das dificuldades históricas enfrentadas, os números demonstram uma evolução em pontos críticos, posicionando Alagoas e Sergipe como os estados nordestinos com as melhores classificações em termos de avaliação rodoviária.
Condições da Malha Rodoviária no Nordeste
A pesquisa também evidencia que a maior parte da malha rodoviária da região Nordeste possui condições de tráfego adequadas, com predomínio das classificações Regular, Bom e Ótimo. Esse cenário é crucial para garantir o escoamento da produção, fomentar o turismo e fortalecer a integração entre os estados nordestinos.
No que diz respeito à qualidade do pavimento, mais de 44% das rodovias foram avaliadas como Ótimo ou Bom, o que impacta diretamente na diminuição dos custos operacionais e na melhoria da segurança viária. Essa situação é essencial para a competitividade dos produtos alagoanos no mercado.
Entretanto, a CNT estima que seriam necessários R$ 27,88 bilhões para a recuperação e manutenção total das rodovias no Nordeste. Para 2025, o Governo Federal destinou R$ 4,09 bilhões para a infraestrutura rodoviária da região, com 80,5% desse montante já efetivamente investidos até novembro, o que demonstra um compromisso contínuo com a melhoria das estradas.
Apesar dos avanços, as atuais condições do pavimento ainda geram um aumento médio de 31,1% nos custos operacionais de transporte, o que se reflete diretamente no preço final dos produtos e na competitividade regional. A continuidade dos investimentos é, portanto, fundamental para garantir que esse cenário melhore ainda mais nos próximos anos.

