Feminicídio em Ponta Verde
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Maceió confirmou a identidade da mulher assassinada a golpes de faca no bairro Ponta Verde, na última sexta-feira, 26. A vítima, Adriana Tomás Aquino Ferreira Lima, tinha 35 anos e era natural de Arapiraca. A confirmação foi feita pelo Instituto Médico Legal (IML) e comunicada pela delegada Tacyane Ribeiro, que coordena a DHPP.
Segundo a delegada, não há registros anteriores de violência doméstica envolvendo Adriana, o que leva as investigações a se concentrarem nas circunstâncias que cercaram sua morte. As primeiras informações indicavam um possível crime de feminicídio, uma vez que Adriana foi filmada por câmeras de segurança na companhia de um homem, identificado como seu suposto assassino, pouco antes do ato violento.
A situação é preocupante, pois até a manhã deste domingo, 28, nenhum parente de Adriana havia se apresentado para reclamar o corpo e providenciar o sepultamento. A delegada Tacyane Ribeiro expressou esperança de que a divulgação da identidade e da imagem da vítima possa encorajar a vinda de familiares ao IML e, quem sabe, trazer novas informações relevantes para a polícia.
Investigações em Andamento
“Esperamos que, com a divulgação da foto e da identidade da vítima, familiares possam comparecer ao IML, bem como novas informações cheguem e ajudem na investigação da DHPP”, afirmou a delegada. As investigações continuam em busca de esclarecer quem cometeu o crime e quais foram suas motivações, visando a possível prisão do suspeito.
A população também pode ajudar nas investigações. Informações que possam ser úteis ao trabalho da polícia podem ser enviadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181. Essa colaboração é fundamental para que casos como este não fiquem impunes e para que a segurança da comunidade seja mantida.
O assassinato de Adriana Tomás é mais um triste capítulo na crescente onda de violência contra mulheres no Brasil, um problema que exige atenção redobrada das autoridades e da sociedade em geral. A luta contra o feminicídio e a violência de gênero deve ser uma prioridade, e a mobilização da população é crucial nesse enfrentamento.

