Alerta para ciclone-bomba no Rio Grande do Sul
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para a formação de um sistema de baixa pressão que deve originar um ciclone-bomba entre a Argentina, o Uruguai, o Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico a partir desta quinta-feira (6). Este fenômeno é um tipo de ciclone extratropical intenso, caracterizado por uma queda brusca na pressão atmosférica, e tem sido acompanhado de perto pelas autoridades climáticas.
Impactos esperados e atenção máxima
No Rio Grande do Sul, a presença do ciclone-bomba favorece a ocorrência de tempestades severas, descargas elétricas, granizo e até tornados. O meteorologista Gustavo Verardo, da Climatempo, ressalta a necessidade de atenção redobrada diante do risco desses eventos extremos. Segundo ele, o tempo instável, aliado a um ambiente quente e úmido e ao avanço da frente fria associada ao ciclone, aumenta a possibilidade de tornados na região.
O que caracteriza um ciclone-bomba?
Conhecido tecnicamente como ciclogênese explosiva, o ciclone-bomba recebe esse nome devido à rapidez com que se intensifica. O Inmet explica que para um ciclone ser classificado assim, a pressão atmosférica em seu centro deve cair drasticamente em um período de 24 horas. Quanto mais rápida essa queda, maior a intensidade do ciclone.
Murilo Lopes, meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), explica que, apesar do nome, o sistema é semelhante a outros ciclones extratropicais comuns na costa gaúcha. A diferença está na velocidade de intensificação, que pode gerar rajadas de vento muito fortes.
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Previsão para o ciclone-bomba no RS
O modelo numérico Cosmo, do Inmet, indica que o sistema começará a se organizar na manhã desta quinta-feira e terá a pressão atmosférica reduzida ao longo do dia até a sexta-feira (7). No sábado (8), o ciclone atingirá sua menor pressão, entrando em sua fase mais intensa, antes de se deslocar para o Sudeste, sobre o Oceano Atlântico, afastando-se gradualmente da costa.
Formação e deslocamento do ciclone
A origem do ciclone está ligada a um cavado atmosférico entre o norte da Argentina e o Paraguai, uma região de baixa pressão que facilita a formação de nuvens de tempestade. Esse sistema se desenvolverá entre o Uruguai e o litoral gaúcho, deslocando-se para o Oceano Atlântico, onde a pressão atmosférica cairá rapidamente, caracterizando o ciclone-bomba.
Gustavo Verardo esclarece que o ciclone não passará pelo território do Rio Grande do Sul, mas a frente fria associada a ele sim, trazendo instabilidade ao Estado.
Contexto climático e predisposição do RS
Murilo Lopes destaca que, devido à localização subtropical do Rio Grande do Sul, o Estado tem predisposição para a ocorrência de ciclones, embora os ciclones-bomba sejam mais raros. Ele também lembra que fatores como o aquecimento global podem influenciar a intensidade desses eventos e que, em 2026, o El Niño pode aumentar a frequência com que esses sistemas atingem a região, especialmente na primavera.
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Fonte: amapainforma.com.br
Riscos de tornados e tempestades severas
A quinta-feira (6) é apontada como o dia mais crítico para o Rio Grande do Sul. A Defesa Civil do Estado emitiu alerta de risco meteorológico para quase todo o território, prevendo tempestades isoladas com possibilidade de granizo em várias regiões ainda pela manhã. Na tarde e noite, as tempestades devem se intensificar, com chance de rajadas de vento superiores a 100 km/h, granizo acentuado e chuvas intensas.
Além disso, há risco de tornados, principalmente no Oeste e nas Missões, entre a tarde e a noite. Verardo explica que a formação desses tornados está ligada à grande instabilidade atmosférica gerada pela frente fria associada ao ciclone-bomba.
Medidas de precaução e orientações
O avanço rápido da frente fria pode formar uma linha de instabilidade, caracterizada pelo alinhamento de várias nuvens de tempestade que se movem rapidamente, causando rajadas violentas de vento. Murilo Lopes alerta para os riscos principais: ventos fortes e granizo. Ele recomenda atenção aos alertas da Defesa Civil, evitar sair às ruas durante ventos intensos e não buscar abrigo próximo a árvores, marquises ou objetos que possam cair.

