Uma corrida histórica e quase inacreditável no GP de Mônaco de 1994
Há exatos 30 anos, o Grande Prêmio de Mônaco marcou a história da Fórmula 1 de forma surpreendente. Em uma corrida que começou com 21 carros no grid de largada, apenas três veículos cruzaram a linha de chegada. A vitória ficou com Olivier Panis, que conquistou seu único triunfo na categoria em uma prova que entrou para a lista dos eventos mais bizarros já registrados no circuito de Monte Carlo.
A pole position ficou nas mãos de Michael Schumacher, seguido por Damon Hill e Jean Alesi. Na ocasião, Damon Hill liderava o campeonato, com Jacques Villeneuve na segunda colocação e Schumacher em terceiro, o que colocava os holofotes sobre esse quinteto de pilotos. Logo no início da corrida, Hill assumiu a liderança após Schumacher perder o controle do carro por causa da chuva, colidindo ao passar pela zebra molhada.
As condições adversas contribuíram para uma série de abandonos ainda na largada, com Rubens Barrichello, Pedro Lamy, Giancarlo Fisichella e Jos Verstappen deixando a corrida. Mais à frente, Ricardo Rosset rodou na pista, enquanto Ukyo Katayama, Pedro Paulo Diniz e Gerhard Berger foram retirados por falhas mecânicas. Em apenas dez voltas, o número de competidores na pista caiu para 12.
A luta pelo topo e os sucessivos abandonos
Damon Hill manteve a liderança por um tempo, seguido por Jean Alesi. Contudo, na metade da corrida, o motor Renault da Williams de Hill quebrou, permitindo que Alesi assumisse a ponta — até que sua suspensão também apresentou problemas. Assim, Olivier Panis passou a liderar o GP de Mônaco, mas os abandonos continuaram nas 18 voltas finais: Jacques Villeneuve e Luca Badoer sofreram acidentes, enquanto Eddie Irvine rodou e arrastou Mika Salo e Mika Hakkinen para fora da disputa.
Com isso, apenas Panis, David Coulthard, Johnny Herbert e Heinz-Harald Frentzen permaneceram na pista, sendo que Frentzen também recolheu o carro pouco depois. A vitória de Panis foi confirmada, e esse GP ficou conhecido como a corrida com o menor número de concluintes na história da Fórmula 1.
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Outras histórias curiosas do GP de Mônaco
Além do episódio de 1994, o GP de Mônaco é famoso por situações inusitadas que permeiam sua história. Em 1955, o bicampeão Alberto Ascari perdeu o controle na chicane do Porto e caiu no mar; felizmente, ele foi resgatado com ferimentos leves. Anos depois, o australiano Paul Hawkins também caiu no Mediterrâneo, sem se ferir. Atualmente, medidas de segurança, como guard rails e mergulhadores, reduzem o risco desse tipo de acidente.
Em 2004, um diamante avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão foi preso no bico do carro de Christian Klien para divulgar o filme “Doze Homens e um Segredo”, mas desapareceu após uma batida na primeira volta, sem nunca ser encontrado.
Em 2006, Kimi Raikkonen abandonou a corrida devido a uma falha elétrica e, ao invés de ir para os boxes, foi direto para seu iate ancorado na marina de Monte Carlo, um episódio que reforça seu apelido “Homem de Gelo”.
O GP de Mônaco de 1988 também teve um momento marcante quando Ayrton Senna, liderando a prova, bateu após um pedido da equipe para reduzir o ritmo. Frustrado, Senna não foi para a garagem e seguiu direto para seu apartamento na cidade.
Entre as rivalidades, Michael Schumacher protagonizou um episódio em que foi punido por bloquear Fernando Alonso propositalmente durante a classificação de 2006, estacionando seu carro em local estratégico para prejudicar o rival, atitude confirmada anos depois por Felipe Massa.
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Fonte: vitoriadabahia.com.br
Acidentes que marcaram e caos nas classificações
Em 2022, uma colisão entre Sergio Pérez e Carlos Sainz na saída da curva Portier interrompeu a classificação, garantindo a pole position para Charles Leclerc e frustrando as tentativas de Max Verstappen e Lewis Hamilton de melhorar suas posições.
O GP de Mônaco de 1982 foi marcado por uma sequência de abandonos e situações inusitadas nas últimas voltas, com pilotos chegando a empurrar seus carros para continuar na disputa. A vitória acabou nas mãos de Riccardo Patrese, embora ele só tenha descoberto isso após cruzar a linha de chegada.
Em algumas situações, os pilotos chegaram a disputar a corrida a pé para alcançar seus carros reservas, como Button, Ricardo Zonta, Nick Heidfeld, Marc Gené e Pedro Paulo Diniz, em uma prova que teve até três tentativas de largada devido a falhas técnicas e acidentes.
Erros nos boxes que influenciaram resultados
Na corrida de 2016, Lewis Hamilton se beneficiou de um erro da equipe Red Bull, que atrasou o pit stop de Daniel Ricciardo por 14 segundos devido a pneus incorretos, mudando o resultado da disputa pela vitória sob chuva. Em 2021, a Mercedes enfrentou um problema semelhante com Valtteri Bottas, que ficou mais de um minuto parado após uma porca do pneu ficar presa, levando ao abandono do finlandês.
O GP de Mônaco reúne histórias que vão muito além das ultrapassagens e velocidades impressionantes. São momentos de drama, estratégia e até episódios inusitados que fazem parte do charme e da imprevisibilidade do circuito mais conhecido da Fórmula 1, mantendo a atenção e emoção dos fãs a cada edição.

