Aumento na Movimentação Econômica em Maceió
O Dia das Mães, uma das datas mais significativas para o comércio, tem expectativa de gerar um impacto de aproximadamente R$ 46,5 milhões na economia de Maceió. Segundo a Pesquisa de Intenção de Compras realizada pelo Instituto Fecomércio AL, essa movimentação deve beneficiar diversos segmentos, abrangendo desde bens de consumo até serviços e turismo.
De acordo com a pesquisa, uma expressiva maioria de 70,9% dos consumidores planeja presentear alguém neste Dia das Mães. Além disso, 69,8% dos entrevistados informaram que pretendem comemorar a data na casa dos pais (32,7%), em seus próprios lares (27,5%) ou em estabelecimentos como bares e restaurantes (18,4%). Em termos de gastos, o valor médio destinado aos presentes está estimado em R$ 146,37, enquanto que para experiências como almoços ou jantares o desembolso médio deve ser de R$ 109,17. Assim, dos R$ 46,5 milhões projetados, R$ 26,8 milhões serão aplicados em presentes e R$ 19,7 milhões em celebrações.
O Significado Emocional e o Comércio Preparado
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O peso econômico deste dia reflete o laço afetivo que muitos consumidores têm com a data. O Dia das Mães figura entre as três principais ocasiões comerciais do ano. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio AL), Adeildo Sotero, destaca que “o volume de vendas tende a ser elevado devido ao apelo emocional, já que a entrega de presentes e as celebrações são formas de demonstrar carinho e respeito”. Em vista disso, o comércio local se organiza para oferecer uma vasta gama de produtos que atendam os gostos e preferências dos consumidores.
Preferências de Compras e Comemorações
Relativo às compras, os itens mais procurados incluem vestuário e acessórios (41%), seguidos por produtos de beleza e perfumaria (22,7%), calçados (12,8%), bolsas e carteiras (7,2%) e eletrodomésticos (4,5%). As flores, artigos para casa e outros presentes respondem por 2,5% cada, enquanto celulares e smartphones correspondem a 1,8% da demanda. A maior parte dos consumidores (68%) pretende adquirir apenas um presente.
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A faixa de gastos mais comum se concentra entre R$ 51 e R$ 100 (20,7%), seguida por valores de R$ 101 a R$ 150 (28,8%) e de R$ 151 a R$ 200 (21,8%). No que diz respeito às formas de pagamento, o Pix é a preferência de 40% dos consumidores, mas as diferentes modalidades do cartão de crédito, como parcelamento (23,1%), débito (20,3%) e rotativo (11,9%), fazem desse meio o mais utilizado. O pagamento em dinheiro representa apenas 4,7% das transações.
Locais Favoritos e Preocupações com o Orçamento
Os shoppings (42,9%) e o Centro de Maceió (32,8%) despontam como os locais preferidos para as compras, seguidos pelo e-commerce (14,3%) e pelas lojas de rua, bairros ou galerias (8%). A qualidade dos produtos é o principal atrativo para os consumidores (36,3%), que também são atraídos por promoções (28,6%), preços acessíveis (23,9%) e um bom atendimento (5,8%).
Em relação às comemorações, a maioria optará por reunir-se nas casas de seus pais (32,7%) ou em suas próprias residências (27,5%). Outros locais que estão entre as intenções incluem restaurantes (18,4%), casas de parentes (8,5%), shoppings (6%), clubes e praias (4,4%), e viagens (1,6%). Os gastos celebratórios também tendem a se concentrar nas faixas entre R$ 51 a R$ 100 (29,9%), de R$ 101 a R$ 150 (21,3%) e de R$ 151 a R$ 200 (18%).
Desafios Econômicos e Perspectivas para o Futuro
Segundo o Instituto Fecomércio, em comparação com o ano de 2025, quando a previsão de movimentação foi de R$ 55,8 milhões, a estimativa atual de R$ 46,5 milhões para 2026 indica uma diminuição de 16,7%. Este cenário reflete um conjunto de fatores macroeconômicos que têm pressionado os orçamentos familiares, dificultando o acesso ao crédito e reduzindo o consumo, especialmente de produtos não essenciais. Além disso, a inflação continua a afetar o planejamento financeiro das famílias, impactando diretamente no poder de compra.

