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    Tecnologia

    Fátima Canuto Destaca 12 Termelétricas em Alagoas e Pilar como Centro do Novo Mapa Energético

    28 de abril de 2026
    Fátima Canuto Destaca 12 Termelétricas em Alagoas e Pilar como Centro do Novo Mapa Energético
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    Pilar e o Potencial Energético de Alagoas

    A deputada estadual Fátima Canuto apresentou a contratação de 12 termelétricas a gás natural em Alagoas, com ênfase no município do Pilar, durante o painel “Alagoas no mapa da energia: potencial e políticas públicas”, realizado no Gazeta Summit Alagoas 2050, em Maceió, nesta terça-feira (28). Canuto destacou que o recente leilão confirma o potencial estratégico do Estado e, especialmente, do Pilar como polo de gás natural. “Pilar foi contemplado e isso mostra que estamos no caminho certo. O município já é conhecido pela reserva de gás e agora se consolida como eixo desse novo momento energético”, enfatizou.

    A parlamentar também elogiou a legislação estadual como um fator crucial para o progresso do setor. Ela mencionou a Lei do Gás (9.029/2023), que foi relatada por ela na Assembleia Legislativa (ALE), e que, segundo a deputada, estabelece bases sólidas para o crescimento. “Considero que temos a melhor Lei do Gás do Brasil, fruto de amplo diálogo. Isso garante segurança jurídica e confiança para o investidor”, afirmou.

    Leilão de Capacidade e Novas Oportunidades

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    Fonte: soudejuazeiro.com.br

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    Fonte: agazetadorio.com.br

    A fala de Canuto surge em um momento importante, coincidente com os desdobramentos do 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, organizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, pelo Ministério de Minas e Energia e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Este leilão contratou impressionantes 18,97 gigawatts de potência, principalmente de usinas termelétricas a gás natural, reposicionando Alagoas no cenário nacional.

    Com o resultado, o Estado se destaca como líder no Nordeste em número de projetos vencedores, totalizando 12 usinas contratadas e 567,3 megawatts de potência instalada. A maior concentração desses projetos está em Pilar, na Região Metropolitana de Maceió, onde se encontra o principal complexo energético.

    Esse novo modelo de leilão adota uma abordagem diferente, priorizando a contratação de disponibilidade de energia, o que significa que as usinas estão preparadas para operar sob demanda. Isso garante maior segurança ao sistema elétrico, especialmente durante períodos em que a geração de fontes renováveis como solar e eólica é reduzida.

    Impactos Econômicos e Desafios para o Setor

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    Fonte: olhardanoticia.com.br

    Os empreendimentos de gás natural em Alagoas fazem parte de uma estratégia abrangente para aproveitar o gás produzido no estado, utilizando tecnologia de acionamento rápido, com previsão de início das operações a partir de 2028. Além de reforçar a estabilidade energética, espera-se que esse projeto gere mais de 10 mil empregos diretos somente na fase de construção e milhares de postos de trabalho indiretos, além de impulsionar a cadeia industrial do gás.

    Durante o painel, Canuto ressaltou que o progresso do setor depende da atuação efetiva do poder público. Ela apontou três pilares fundamentais para atrair investimentos: segurança jurídica, um ambiente regulatório eficiente e agilidade nos processos. “O desafio agora é tornar o mercado livre de gás mais atrativo na prática. Precisamos avançar em previsibilidade, integração entre órgãos e eficiência nas análises”, disse a deputada.

    Perspectivas Futuras e Integração Regional

    Canuto também apresentou uma visão otimista para o futuro de Alagoas, mencionando que mudanças no sistema tributário, a partir de 2032, devem aumentar a competitividade nas regiões que oferecem energia mais limpa e acessível. “Estados que se anteciparem terão vantagem na atração de investimentos e Alagoas está se preparando para isso”, afirmou.

    Outro aspecto que a deputada enfatizou foi a integração regional. Para ela, Alagoas está inserida em uma nova fronteira energética do país, com potencial para conectar-se diretamente a Sergipe, ampliando a capacidade produtiva e de distribuição de energia.

    “Estamos construindo em Alagoas um ambiente preparado para crescer, atrair investimentos e gerar oportunidades. Energia é desenvolvimento”, concluiu. O painel fez parte da programação do Summit, que reuniu especialistas, gestores públicos e representantes do setor produtivo para discutir caminhos que consolidem o Estado como referência nacional na transição energética e na utilização estratégica de seus recursos naturais.

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