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    Início»Saúde»Ministério da Saúde Lança Projeto para Combater Impactos da Crise Climática na Saúde em Recife (PE)
    Saúde

    Ministério da Saúde Lança Projeto para Combater Impactos da Crise Climática na Saúde em Recife (PE)

    27 de abril de 2026
    Ministério da Saúde Lança Projeto para Combater Impactos da Crise Climática na Saúde em Recife (PE)
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    Iniciativa para Enfrentar Desafios Ambientais

    Com o objetivo de intensificar o debate e as ações voltadas para os efeitos da crise climática na saúde e na alimentação, o Ministério da Saúde lançou o projeto “Mudanças Climáticas, Saúde e Alimentação – Rede de Comitês Populares Ambientais em Territórios das Periferias”. A iniciativa, que conta com um investimento de R$ 3,5 milhões, marca o início da formação de uma rede de comitês populares ambientais.

    O lançamento ocorreu nesta segunda-feira (24), na sede da Fiocruz, em Recife (PE), e sinaliza o começo das atividades do projeto. A ação é voltada para representantes de movimentos sociais e da sociedade civil, independentemente do nível de escolaridade, que atuem ou residam em áreas da Paraíba e de Pernambuco. Estudantes de graduação e pós-graduação, assim como docentes de instituições públicas, também estão convidados a participar.

    Lívia Méllo, representante do Ministério da Saúde, ressaltou a importância de envolver a população na construção de soluções frente aos desafios ambientais. “Esse projeto é crucial, pois muitas vezes só agimos após a ocorrência de desastres. A pandemia, por exemplo, ilustra uma crise ligada à interferência humana no meio ambiente. Precisamos valorizar as experiências que as comunidades já desenvolveram em tais contextos e incorporá-las como tecnologias sociais dentro do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou.

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    Objetivos e Estrutura da Rede

    Além de abordar os impactos da crise climática na saúde e na alimentação, a proposta prevê a criação de 135 Comitês Populares Ambientais em regiões metropolitanas, sendo 90 em Pernambuco e 45 na Paraíba. O intuito é fortalecer a articulação entre os temas de clima, saúde e alimentação, com base nos princípios da educação popular.

    Esses comitês terão como missão promover a solidariedade comunitária e a vigilância popular em saúde, facilitando o diálogo entre saberes técnicos e populares. A iniciativa também busca transformar as diretrizes da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) e da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) em ações práticas.

    Formação dos Agentes Populares Ambientais

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    Para implementar essa estrutura, o projeto formará 27 estudantes de graduação e pós-graduação que atuarão como monitores, responsáveis por preparar 270 Agentes Populares Ambientais. Esses monitores também apoiarão o planejamento e a supervisão das atividades nos territórios.

    A formação terá uma carga horária de 168 horas, e cada comitê contará com dois Agentes Populares Ambientais e até dez participantes da comunidade. Cada monitor será encarregado de cinco comitês, acompanhando de perto dez agentes.

    Os agentes desempenharão um papel central na criação e no fortalecimento dessa rede, sendo responsáveis pelo planejamento e pela coordenação das atividades nas comunidades. Além disso, desenvolverão estratégias de comunicação popular, contribuindo para dar visibilidade às comunidades e combater a desinformação sobre clima e saúde.

    Alice Albuquerque, agente popular ambiental e estudante de artes que reside no Centro de Recife, destacou que o projeto representa uma oportunidade de promover um diálogo mais efetivo com os territórios. “Vamos ouvir quem vive ali, conhece os problemas de perto e juntos buscaremos soluções coletivas. Nosso papel não é simplesmente educar, mas construir conhecimento de forma popular e colaborativa”, enfatizou.

    Requisitos e Coordenação do Projeto

    Os agentes serão selecionados por meio de movimentos sociais e devem ter atuação nas periferias das regiões metropolitanas de Recife e João Pessoa. Entre os requisitos para participação estão ter no mínimo 16 anos, disponibilidade de horário, experiência prévia com educação popular e atuação em grupo, além de afinidade com o tema das mudanças climáticas. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE), em parceria com o Mãos Solidárias e as universidades de Pernambuco (UPE) e Federal da Paraíba (UFPB).

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