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    Início»Cultura»Adaptação Cinematográfica de ‘Calunga’ | A Cultura Alagoana em Foco
    Cultura

    Adaptação Cinematográfica de ‘Calunga’ | A Cultura Alagoana em Foco

    17 de abril de 2026
    Adaptação Cinematográfica de 'Calunga' | A Cultura Alagoana em Foco
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    O Lançamento de ‘Calunga’

    O renomado romance social “Calunga”, escrito pelo alagoano Jorge de Lima, está prestes a se tornar um filme. A apresentação oficial do projeto ocorre nesta sexta-feira (17), na Assembleia Legislativa de Alagoas, marcando o início da produção de um longa-metragem que busca evidenciar a cultura rica e as paisagens deslumbrantes do estado.

    A solenidade de lançamento será ainda mais especial, pois ocorrerá durante a entrega do título de cidadã alagoana à cineasta Renata Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema e viúva do renomado diretor Cacá Diegues. Renata se une ao projeto como produtora associada ao lado do jornalista e apresentador Pedro Bial.

    Uma História de Luta e Identidade

    A adaptação cinematográfica se baseia no livro lançado pela primeira vez em 1935, que recentemente ganhou uma nova edição pela editora Alfaguara, com um prefácio escrito por Claufe Rodrigues. No filme, o personagem Lula Bernardo, interpretado por Marcos Palmeira, retorna aos manguezais de Alagoas, onde enfrenta uma série de desafios sociais, doenças e conflitos com autoridades locais, incluindo o Coronel Totô, que será vivido por Chico de Assis.

    A narrativa se aprofunda na vida dos cambembes, descendentes dos índios caetés, refletindo sobre uma população historicamente marginalizada que subsiste da pesca e da coleta de mariscos nos manguezais. O filme também se propõe a mostrar um Nordeste pouco representado no cinema brasileiro, focando nas lagoas e comunidades tradicionais de Alagoas.

    Potencial Cultural e Universalidade da História

    Claufe Rodrigues, responsável pela direção, roteiro e produção da obra, acredita que a adaptação pode expandir a visibilidade da obra de Jorge de Lima e enaltecer a identidade cultural do estado. Ele destaca que a história é universal, retratando o embate entre dois reinos miseráveis que simbolizam a luta entre o bem e o mal, o novo e o velho, além do conhecimento e da ignorância. Rodrigues faz uma interessante analogia com o clássico “Vidas Secas”, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, afirmando que “se ele fez ‘Vidas Secas’, Calunga será o nosso ‘vidas molhadas’”.

    Produção Local e Incentivo Cultural

    O longa-metragem “Calunga” será filmado integralmente em Alagoas, utilizando mão de obra local, o que envolve a participação de atores e técnicos da região. O projeto é apoiado pela Poetica Produções Artísticas e será financiado através de recursos obtidos pela Lei do Audiovisual. O Governo do Estado de Alagoas é o patrocinador inicial da iniciativa, que promete não apenas entreter, mas também valorizar e preservar a cultura local.

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