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    Início»Política»PSDB de JHC: De Nanismo Político a Vitrine Digital, Mas com Desafios à Vista
    Política

    PSDB de JHC: De Nanismo Político a Vitrine Digital, Mas com Desafios à Vista

    8 de abril de 2026
    PSDB de JHC: De Nanismo Político a Vitrine Digital, Mas com Desafios à Vista
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    Desafios do PSDB em Alagoas

    O PSDB de Alagoas, sob a liderança de JHC, conseguiu se distanciar de um quase desaparecimento político, mas há uma diferença significativa entre sair do ostracismo e demonstrar verdadeira força eleitoral. Com a chegada de JHC ao comando estadual do partido, os tucanos deixaram de ser uma sigla praticamente invisível, recuperando visibilidade principalmente nas redes sociais. Porém, essa presença virtual contrasta com a realidade política, onde o partido ainda precisa comprovar sua musculatura eleitoral. Até a intervenção de JHC, a legenda contava com apenas um prefeito entre os 102 municípios alagoanos: Manoel Tenório, de Quebrangulo, o que aponta para a fragilidade da sua base no Estado.

    A transformação começou em 1º de abril, quando JHC assumiu a liderança do PSDB e trouxe consigo três vereadores de sua base em Maceió: Chico Filho, Eduardo Canuto e Neto Andrade. Esse movimento tinha como objetivo reforçar a imagem do PSDB como um partido que se recuperava de sua insignificância, mas a realidade mostra que a vitrine parece maior do que a loja, refletindo a necessidade de um crescimento sólido.

    Filiações Estratégicas e Realidade Política

    Nos dias seguintes à sua posse, JHC focou em filiações que garantissem visibilidade ao partido. Ele trouxe para o PSDB a ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha, uma figura tradicional na política alagoana, e o ex-prefeito de Girau do Ponciano, Gilvan Barros, além de ex-deputado estadual. Embora essas adesões pareçam um sinal de crescimento nas redes sociais e no papel, a interpretação nos bastidores é menos otimista. São nomes conhecidos e respeitados, mas ainda não suficiente para garantir uma adesão em larga escala de líderes influentes no interior do Estado.

    Em Arapiraca, a filiação de Célia Rocha é simbólica e importante, mas não significa que JHC tenha consolidado seu domínio sobre o segundo maior colégio eleitoral da cidade. Após um período afastada, Célia está apenas atuando nos bastidores, sem um papel ativo na política. Em Girau do Ponciano, a entrada de Gilvan Barros contribui para a formação de uma chapa, mas não demonstra, de forma clara, que o PSDB se tornou uma força política regional consolidada. Em suma, a sigla ganhou nomes relevantes, mas ainda carece de votos e uma base sólida.

    Ruídos na Capital

    Na capital alagoana, onde JHC sempre concentrou sua força, a operação de filiação também gerou controvérsias. Após a adesão dos três vereadores, surgiram documentos que indicavam a migração de outros parlamentares do PL para o PSDB, como Galba Neto, Siderlane Mendonça, entre outros. No entanto, a situação se complicou quando alguns desses nomes não confirmaram a mudança. O PL, sob a direção de Alfredo Gaspar, respondeu com uma ofensiva judicial, ameaçando recuperar mandatos por infidelidade partidária. O que deveria ser uma avalanche de novas adesões se transformou em um conflito que expôs a fragilidade do processo de filiação, levantando questionamentos sobre a solidez do crescimento do partido.

    Esse desencontro é pertinente, pois um partido que realmente cresce com firmeza não deveria enfrentar a instabilidade de vereadores indecisos ou um antigo partido disposto a ir à Justiça para reivindicar mandatos. O episódio revela uma dinâmica política marcada pela pressa e insegurança jurídica, o que, nos bastidores, significa um crescimento que aparenta robustez, mas ainda carece de consistência.

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