Oficina para Convergência e Soluções Baseadas na Natureza
No último dia 6, o Ministério da Cultura (MinC) promoveu em Colombo, Paraná, a Oficina de Convergência e Soluções Baseadas na Natureza (SBNs) Culturais. O evento, realizado no CEU das Artes Daniel de Jesus, teve como principal objetivo articular os temas de cultura, sustentabilidade e adaptação climática na região. A oficina contou com a presença de figuras importantes, como a subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais (SEEC), Cecília Sá, e a coordenadora de Apoio Institucional, Ana Lúcia Canetti.
Essa iniciativa faz parte de um projeto piloto que visa criar uma metodologia efetiva para mitigar e se adaptar às mudanças climáticas nos CEUs das Artes. O foco é implementar soluções baseadas na natureza e transformar as realidades locais através da participação ativa da comunidade.
Com a participação de aproximadamente 50 pessoas, incluindo gestores culturais, agentes locais e representantes do poder público, o encontro destacou a importância de fortalecer a agenda climática dentro dos espaços culturais. A proposta busca construir respostas eficazes à emergência climática, valorizar os saberes comunitários e promover a resiliência dos territórios.
“Com essa iniciativa, a cultura se posiciona como um instrumento essencial de mobilização social e transformação dos territórios, traduzindo o debate climático em narrativas acessíveis e promovendo soluções sustentáveis criadas coletivamente”, afirmou Cecília Sá durante o evento.
A Crise Climática e Seu Impacto Cultural
A proposta da oficina parte do princípio de que a crise climática transcende o aspecto ambiental, afetando também questões sociais e culturais. Essa realidade impacta diretamente modos de vida, patrimônios e expressões simbólicas das comunidades. Eventos climáticos extremos, como enchentes e secas, têm interferido nas atividades culturais, rompendo cadeias produtivas criativas e ameaçando tanto o patrimônio material quanto o imaterial.
Os espaços culturais, portanto, assumem um papel estratégico, atuando como plataformas para promover o diálogo sobre riscos e a construção coletiva de respostas adaptativas. É por meio dessas iniciativas que se busca criar um ambiente de integração e resposta frente aos desafios impostos pela crise ambiental.
Dinâmicas e Atividades Colaborativas
Durante a oficina, os participantes se envolveram em diversas atividades colaborativas que tinham como foco a identificação de desafios socioambientais enfrentados pelo território e a construção de propostas efetivas baseadas na natureza. A metodologia foi composta por dinâmicas participativas e apresentações sobre conceitos relacionados às mudanças climáticas e à sustentabilidade, além de experiências que entrelaçam cultura e soluções territoriais.
Um dos destaques foi a participação do artista Rogério Aquino, que conduziu uma atividade de transformação de materiais recicláveis em arte. Essa ação visou mostrar como criatividade e a reutilização de recursos podem não apenas contribuir para a sustentabilidade, mas também servir como um meio de mobilização comunitária.
Por meio dessa intervenção, buscou-se articular saberes locais e promover melhorias no conforto ambiental, além de ações preventivas dentro do espaço do equipamento cultural. A oficina, portanto, não apenas fomentou a conscientização sobre a crise climática, mas também estimulou a criatividade e a cooperação entre os participantes, promovendo um ambiente de aprendizado e troca de experiências.

