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    Início»Economia»Setor Produtivo de Alagoas Alerta para os Impactos da Redução da Jornada 6×1
    Economia

    Setor Produtivo de Alagoas Alerta para os Impactos da Redução da Jornada 6×1

    4 de março de 2026
    Setor Produtivo de Alagoas Alerta para os Impactos da Redução da Jornada 6x1
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    Setor Produtivo de Alagoas em Alerta

    O setor produtivo de Alagoas expressou suas preocupações por meio de um manifesto coletivo, em resposta às propostas em trâmite no Congresso Nacional que visam reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e abolir a escala 6×1. Nesse documento, as entidades ressaltam a importância de que tais discussões sejam conduzidas de maneira equilibrada, levando em consideração os desafios econômicos e as questões estruturais que o Brasil enfrenta atualmente.

    O manifesto aponta que, atualmente, o Brasil ocupa a 91ª posição no ranking de produtividade por hora trabalhada, segundo dados da Organização Mundial do Trabalho (OIT), ficando atrás de países como Chile, Argentina e Cuba. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o crescimento médio anual da produtividade brasileira entre 1990 e 2024 foi de apenas 0,9%.

    Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais pode gerar um aumento de custos de até R$ 267,2 bilhões por ano com empregados formais no Brasil, o que representaria um acréscimo de até 7% na folha salarial das empresas. Na região Nordeste, os custos adicionais podem alcançar R$ 34,3 bilhões.

    Em Alagoas, a estimativa de aumento de custos varia entre R$ 1,29 bilhão e R$ 1,93 bilhão, resultando em uma elevação de até 6,3% nas despesas com pessoal. Os setores que mais sentiriam esse impacto incluem a Construção Civil (14,1%), Agropecuária (13,7%), Comércio (13,4%) e Indústria de Transformação (12,5%). O Turismo também seria afetado, com custos adicionais estimados em R$ 58,3 milhões no setor de alojamento e R$ 76,8 milhões no de alimentação.

    Preocupações com a Sustentabilidade e Competitividade

    As entidades que assinam o manifesto afirmam que, sem ganhos consistentes em produtividade, um aumento estrutural no custo da hora trabalhada poderá pressionar as micro e pequenas empresas. Isso pode resultar em uma redução dos investimentos, ampliação da informalidade e comprometimento da competitividade do mercado. O documento também sustenta que a própria Constituição já permite a redução da jornada através de negociações coletivas, respeitando as especificidades de cada região e setor.

    Entre as entidades que assinam o manifesto estão a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA), a Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio), a Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (FAEAL) e a Associação Comercial de Maceió (ACM), entre outras.

    Nesta terça-feira (3), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), juntamente com mais de 100 outras instituições do setor privado, divulgou um manifesto defendendo a modernização da jornada de trabalho no Brasil. Para o setor produtivo, é essencial que a discussão sobre a jornada de trabalho considere a preservação do emprego formal, a produtividade como base para a sustentabilidade e o desenvolvimento, e a necessidade de um debate técnico aprofundado.

    Desafios e Oportunidades na Redução da Jornada

    As entidades ressaltam que a discussão acerca da jornada de trabalho deve reconhecer a realidade econômica do Brasil, que possui uma infraestrutura logística deficitária, alta carga tributária e um ambiente regulatório complexo. Além disso, a qualificação média da força de trabalho no país ainda é considerada baixa, o que dificulta a competitividade em comparação a outras economias globais.

    Segundo o estudo da CNI, a diminuição da jornada pode acentuar o custo do trabalho, elevar os preços de produtos e serviços, e até mesmo intensificar a automação, resultando na redução da mão de obra disponível. Este cenário pode gerar consequências negativas, como um aumento da informalidade e da precarização das relações de trabalho. A elevação do custo de vida pode fazer com que muitos trabalhadores busquem atividades complementares, ocupando as horas que deveriam ser dedicadas ao lazer e ao bem-estar.

    Embora a redução da jornada de trabalho possa ser um objetivo social desejável, as entidades alertam que não deve ser tratada como um atalho. O caminho responsável para esse objetivo envolve o fortalecimento da negociação coletiva e a criação de condições econômicas e produtivas que possibilitem essa transição de maneira viável no futuro.

    Maceió (AL), 04 de março de 2026

    13º salário Alagoas jornada de trabalho redução da jornada de trabalho setor produtivo
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