Uma Nova Era para a UDA
A UDA, clube de Maceió que se destaca na formação de talentos do futebol feminino, está de volta à Série A2 do Brasileirão Feminino. Fundado em 2010, o time já revelou jogadoras que brilharam na Seleção Brasileira e em grandes clubes do país. Após desistências de adversários, como o Avaí/Kindermann, a equipe alagoana vê nesta volta uma oportunidade de solidificar sua presença no cenário nacional e seguir em sua missão de formar novas atletas, mesmo enfrentando dificuldades estruturais.
O principal objetivo agora é garantir a permanência na divisão e continuar evoluindo, mesmo diante de um cenário desafiador. A UDA é um verdadeiro símbolo do futebol feminino em Alagoas, gerenciando um projeto que abrange categorias sub-15, sub-17, sub-20 e o time profissional, e está constantemente presente em torneios nacionais de base. Essa atuação reforça seu papel como o principal representante do estado no futebol feminino.
Desafios na Formação de Atletas
Com a chegada do elenco principal em 2024, a UDA focou na continuidade de seu projeto formador. Além de Geyse, outras atletas que passaram pela UDA, como Laí, hoje no Grêmio, seguem o mesmo caminho, migrando para centros maiores e buscando visibilidade. A estratégia da diretoria é desenvolver jogadoras localmente, reduzindo lacunas logísticas e ampliando as chances de destaque fora de Alagoas.
A indicação de talentos para clubes maiores se integra ao plano de formação do clube, que quer garantir um futuro promissor para suas atletas. No entanto, a situação contratual das jogadoras ainda é um ponto delicado. Hoje, nenhuma atleta possui contrato profissional, uma vez que o clube opera com vínculos não profissionais a partir dos 14 anos, devido a limitações financeiras.
Estrutura e Pressões do Campeonato
Um desafio adicional é a nova regra da Confederação Brasileira de Futebol, que exige contratos profissionais para o Brasileirão A1 a partir de 2026. Esta mudança pressiona a UDA a reavaliar seu modelo de financiamento, que atualmente é baseado majoritariamente em recursos públicos. Assim, a equipe busca formas de se adaptar e garantir um futuro sustentável.
O retorno à Série A2 é visto como uma nova chance, especialmente após desistências de outros clubes da competição. Com um elenco jovem e uma mescla de experiências, o principal foco é garantir a manutenção na divisão e continuar a evolução do time. Os jogos da A2 serão realizados no Estádio Rei Pelé, em Maceió, enquanto os treinos ocorrerão em locais como a Universidade Federal de Alagoas e arenas municipais. No entanto, a logística segue sendo um desafio, dada a distância com outras partes do país.
Rumo ao Futuro e Ampliação da Representatividade
O futuro da UDA é promissor, com planos de consolidar suas categorias de base nos próximos cinco anos. O objetivo é competir de igual para igual com equipes tradicionais do futebol brasileiro. A UDA busca não apenas ampliar a visibilidade do futebol feminino em Alagoas, mas também elevar o nível técnico das suas atletas, promovendo um ambiente competitivo.
Enquanto mantém o domínio em nível estadual, com cinco títulos consecutivos, o clube almeja aumentar sua competitividade tanto regional quanto nacional. O fortalecimento da base e a formação de atletas são fundamentais para garantir um futuro brilhante para a UDA e para o futebol feminino em Alagoas.

