Uma Feira que Transforma a Economia Local
A 13ª Feira dos Municípios Alagoanos reafirmou sua relevância como um marco na geração de renda para o Estado, movimentando mais de R$ 2,5 milhões em economia direta e indireta durante quatro dias de programação na cidade de Maceió. Esse montante leva em conta as vendas realizadas pelos expositores, o consumo feito internamente no evento, além dos gastos dos visitantes com transporte, alimentação e serviços essenciais.
Os 140 estandes dedicados a artesanato, turismo e gastronomia tiveram um desempenho impressionante, resultando em vendas que somaram cerca de R$ 2,2 milhões. O setor alimentício, por sua vez, obteve mais de R$ 100 mil em faturamento. Outro dado relevante refere-se à movimentação na área de mobilidade urbana: aproximadamente 32% do público utilizou aplicativos de transporte, gerando uma estimativa de R$ 384 mil em corridas durante a feira. Esses números foram apresentados em um estudo elaborado pela Fecomércio.
Aproximadamente 80 mil pessoas visitaram o evento, que contou com a participação de mais de 5 mil congressistas e 3 mil corredores na Corrida da AMA. Esse cenário favoreceu ainda mais setores como hotelaria, comércio local e serviços, reafirmando a feira como um importante motor de desenvolvimento econômico e fortalecimento do turismo em Alagoas.
O presidente da AMA, Marcelo Beltrão, enfatizou que os dados coletados evidenciam que a Feira dos Municípios é muito mais do que uma mera atividade institucional. Ele destacou que os resultados refletem um impacto significativo na economia, cultura e no fortalecimento do turismo no estado. “Esses números são indicadores de uma economia que gera oportunidades, promove a cultura local e quer atender às demandas da sociedade”, afirmou.
Vitrine de Oportunidades e Turismo
O estande do município de Pão de Açúcar, por exemplo, superou as expectativas com um desempenho notável. O secretário de Governo, Elson Rodrigues Lima, informou que foram vendidas cerca de 200 peças da Ilha do Ferro, o que representa praticamente 99% do material exposto, com um faturamento aproximado de R$ 45 mil. “A Ilha do Ferro já é reconhecida nacional e internacionalmente, e trouxemos um produto muito atrativo. Vendemos quase tudo o que trouxemos”, contou.
Ele complementou que a feira não só gera vendas imediatas, mas também funciona como uma vitrine estratégica. “O evento abre portas e se torna um cartão de visita para os artesãos, permitindo que eles saiam com retornos imediatos e contatos para futuras oportunidades”, ressaltou.
No que diz respeito ao turismo, a Feira dos Municípios desempenha um papel crucial. A superintendente de Planejamento da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Milena Araújo, frisou que o evento fortalece a troca entre os municípios e acirra a economia estadual. “Atualmente, Alagoas conta com 44 municípios turísticos, todos representados na feira. Esse intercâmbio é essencial para mostrar as riquezas de cada região, seja através do artesanato, da gastronomia ou das manifestações culturais”, afirmou.
Milena também comentou sobre os impactos diretos na capital. “A feira proporciona movimentação econômica significativa, colabora com a ocupação hoteleira em Maceió e atrai visitantes com diversas atrações culturais e esportivas. Este evento é vital para o turismo em Alagoas”, destacou.
Considerada o maior encontro municipalista do Brasil, a Feira dos Municípios Alagoanos se estabelece como um espaço que une gestão pública, valorização cultural e geração de negócios. Com isso, ela fortalece o protagonismo dos municípios no desenvolvimento econômico e social do Estado. A próxima edição já tem data confirmada e será realizada entre os dias 21 e 24 de janeiro de 2027.

